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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Lesões do joelho no esporte: ortopedista explica tudo o que você precisa saber

Por Dr. Daniel Carvalho
Ortopedista e Traumatólogo

A prática de atividade física é cada vez mais difundida como instrumento para a manutenção da saúde. No entanto, a falta de orientação de um profissional especializado, a pouca freqüência na prática esportiva e a falta de um preparo físico mínimo, pode levar à resultados inesperados: as lesões.
O joelho é a maior articulação do corpo humano e realiza entre 2 e 4 milhões de flexões ao longo de 1 ano. Possui ligamentos fortes que estabilizam a articulação e evitam movimentos anormais. Os meniscos e a cartilagem funcionam como amortecedores que absorvem os impactos e choques durante a atividade esportiva.

1. COMO OCORREM AS LESÕES NOS JOELHOS ?
Existem dois grupos de lesões: as agudas e as crônicas ( por sobrecarga).
Agudas: ocorrem por trauma direto (contusão) ou indireto (torção). O joelho pode apresentar inchaço, dificuldade na mobilidade, bloqueios e falseios. O tratamento inicial deve ser realizado para diminuição dos sintomas, sendo a avaliação de profissional especializado necessária para diagnóstico definitivo e indicação do tratamento (cirúrgico ou não cirúrgico).
Crônicas: ocorrem por atividades que excedem a carga suportada pela articulação e geralmente estão relacionadas ao excesso ou erros nos exercícios. Provocam um desgaste que, no longo prazo, é muito prejudicial aos joelhos. As tendinites são o principal grupo de lesões, podendo também ocorrer desgaste dos meniscos e da cartilagem. O tratamento consiste em diminuir os sintomas através da melhora do condicionamento físico específico para a atividade esportiva desenvolvida.

2. AS LESÕES DE MENISCO SÃO FREQUENTES NA PRÁTICA ESPORTIVA. TODAS DEVEM SER TRATADAS COM CIRURGIA?

Não. As lesões podem ser de vários tipos e gravidades. Em pacientes mais velhos estão associadas ao desgaste das fibras de colágeno do menisco, sendo de tratamento não cirúrgico na grande maioria dos casos. O diagnóstico é feito através do exame clínico e ressonância magnética. A cirurgia artroscópica está indicada nos casos traumáticos em que a lesão não tem um potencial de cicatrizar ou não cicatrizou após tratamento com fisioterapia, levando à dor. Na artroscopia, a parte lesionada é retirada, mantendo o restante do menisco intacto, diminuindo as seqüelas da retirada total. Em alguns casos, a lesão pode ser suturada através de técnicas de microcirurgia, preservando o menisco.
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3. QUAL A GRAVIDADE DAS LESÕES DOS LIGAMENTOS DO JOELHO?
Existem vários ligamentos no joelho, sendo os mais importantes os ligamentos colaterais (lateral e medial) e cruzados (anterior e posterior). Lesões isoladas nos ligamentos colaterais respondem bem ao tratamento conservador com fisioterapia e repouso por algumas semanas. Já a lesão do ligamento cruzado anterior é grave e gera uma instabilidade na articulação. Além dos falseios, a ausência do ligamento causa sobrecarga nos meniscos e cartilagem, levando à lesões ao longo do tempo. O tratamento é através da cirurgia artroscópica para reconstrução do ligamento e reparo das lesões associadas.

4. EXISTE TRATAMENTO PARA AS LESÕES DA CARTILAGEM?
O grande problema deste tipo de lesão é a incapacidade de regeneração da cartilagem. Na maioria das vezes, ocorre por microtraumas de repetição com desgaste lento e progressivo. São divididas em lesões superficiais e profundas, sendo a avaliação clínica, radiográfica e pela ressonância magnética fundamental para planejar o tratamento.
O tratamento não cirúrgico consiste em orientação específica para cada esporte, além de medicação para cada tipo de lesão. Atualmente, as medicações que atuam na cartilagem (condroatuantes) e a chamada viscosuplementação (infiltração intra articular com ácido hialurônico ), apresentam bons resultados nas lesões superficiais. Lesões mais profundas e bem delimitadas, podem necessitar tratamento cirúrgico com diversas técnicas para reparo.

5. TENHO ARTROSE NO JOELHO, POSSO FAZER EXERCÍCIOS ?
Sim. Este é um grande mito dentro da prática de atividade física. Ao contrário do que se imagina, o exercício é de fundamental importância para pessoas que possuem artrose no joelho. A artrose é o desgaste gradativo da cartilagem, associada à alterações de ligamentos e músculos ao redor da articulação. Pode ser grave e limitante, no entanto, em sua grande maioria são leves. O trabalho muscular promove uma melhora da pressão e da lubrificação articular, para isso, o programa de exercício deve ser adaptado para cada caso, levando-se em consideração o grau e a localização da artrose.

Pratique atividade física como forma de melhorar sua saúde, qualidade de vida e longevidade. Más, para que o exercício não se torne um problema, é preciso ORIENTAÇÃO.

Fonte:  http://doutissima.com.br/2014/01/20/lesoes-joelho-esporte-ortopedista-explica-tudo-o-que-voce-precisa-saber-42255/

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Saiba mais sobre a condropatia, também chamada de joelho de corredor

Praticantes de atividades físicas devem redobrar cuidados

Fortes pontadas nos joelhos ao dirigir, subir e descer escadas ou ao agachar para pegar objetos. Os desagradáveis sintomas são comuns para boa parcela da população. Condromalácia patelar, síndrome da dor patelofemoral e joelho de corredor são muitos os nomes dados à condropatia, lesão confundida muitas vezes com a inflamação do tendão. Provocada pelo desgaste das cartilagens da patela o osso mais saliente do joelho em contato com a do fêmur, a doença é bastante comum no público feminino e em corredores.

Existem vários fatores que devem ser levados em conta. Um deles é a fraqueza da musculatura dos glúteos, que faz com que a pelve fique caída e sobrecarregue os joelhos. A sobrecarga faz com que os joelhos tendam a ficar para dentro e, enquanto a patela deveria ficar encaixada no fêmur, fica deslocada, o que causa o desgaste, explica o fisioterapeuta Pedro Ivo Almeida.

Além da causa genética, uma das razões para o aparecimento da condropatia é o uso inadequado de aparelhos de ginástica, como o leg press, que exigem força excessiva aplicada na patela. Se o joelho estiver com alguma lesão, as dores aparecerão.

Descrita como uma ardência ou pontada ao ficar com o joelho flexionado por longos períodos, mesmo sem forçá-lo, a doença pode provocar também crepitação e estalos, muitas vezes audíveis. Se descoberta ainda em grau inicial, é possível ser tratada apenas com exercícios de fisioterapia e em graus elevados, exigir cirurgia.

O ortopedista Paulo Henrique Araujo acrescenta que outras lesões comuns na região são ligamentares, meniscais e condrais (cartilagem). Elas ocorrem, normalmente, em decorrência de traumas relacionados à prática desportiva, como o rompimento do ligamento colateral medial e do cruzado anterior, frequente em jogadores de futebol.

Recomendações

:: Coloque gelo no joelho após os exercícios

:: Quando possível, evite subir e descer escadas

:: Garanta lugar suficiente para a perna no carro ou no seu lugar de trabalho, evitando manter o joelho flexionado mais de 90 graus por muito tempo.

:: Mantenha boa postura e evite cruzar as pernas por longos períodos.

:: Não sente sobre as pernas com o joelho em hiperflexão.

:; Quando estiver deitado, não deixe o peso do corpo pressionar ou mover a patela, usando um travesseiro para manter os joelhos levemente separados.

Fonte: Bem Estar/ Zero Hora

Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS

Link: http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,3674753,Saiba-mais-sobre-a-condropatia-tambem-chamada-de-joelho-de-corredor.html

domingo, 29 de janeiro de 2012

LESÕES NO JOELHO NA CORRIDA


Por: Dr. ADRIANO LEONARDI

No esporte, Joelho é uma articulação, cujas funções são a de absorver a energia cinética gerada pelo contato dos membros inferiores ao solo e transmitir o movimento aos demais seguimentos do corpo. Isto se deve a dois mecanismos básicos: a chamada contração muscular excêntrica, onde a fibra muscular contrai e alonga-se resistindo ao movimento e aos graus de flexão. Em uma corrida, por exemplo, a força de reação ao solo, que chega a ser duas vezes ao peso do indivíduo é absorvida pela flexão do Joelho entre 50 e 60 graus e pela resistência do quadríceps, ou músculo anterior da coxa. O restante é dissipado pelo quadril e coluna vertebral.

Desde o início dos anos 80, quando o joelho tornou–se a articulação em destaque na traumatologia do esporte devido à elevada incidência de lesões decorrentes da prática esportiva. Em estudos recentes de biomecânica, concluiu–se que é a articulação do corpo humano que mais trabalha próximo aos seus limites fisiológicos, ou seja, no coeficiente entre destruição tecidual e reconstrução, existe grande chance da segunda prevalecer e, consequentemente, haver lesão. Portanto, não só a prática esportiva, mas também atividades repetitivas da vida diária, como subir e descer escadas, andar, agachar–se podem desencadear dor e inchaço, sem causa maior aparente.

Quando o joelho sai dos seus limites fisiológicos e deixa de executar suas funções, deve–se levar em conta dois fatores: os extrínsecos e os intrínsecos. Os primeiros incluem o treino inadequado, geralmente sem o acompanhamento de um instrutor da modalidade e o aumento da freqüência, ou intensidade. Os outros são inerentes ao indívíduo: a pisada muito pronada ou supinada, joelhos em “x” ou arqueados, angulação e rotação anormais entre os ossos do quadril, diferença de comprimento dos membros e, principalmente enfraquecimento e encurtamento de grupos musculares, gerando desequilíbrio entre músculos agonistas e antagonistas. Juntos, fatores intrínsecos e extrínsecos contribuem para que haja perda da capacidade de absorção e dissipação de energia, gerando as chamadas lesões por sobrecarga. Na corrida, portanto, o joelho deve ter boa amplitude de movimento, força e flexibilidade.

A lesão disparadamente mais comum do joelho do corredor é a Síndrome do atrito ileotibial, onde a fricção da banda fibrosa lateral com a proeminência óssea lateral do joelho, o Epicôndilo causa reação inflamatória que, caracteristicamente, dói durante a corrida e melhora após o repouso.

A tendinite patelar, conhecida mundialmente como Jumpers Knee ou joelho do saltador e por acometer mais homens, é uma lesão que ocorre no início do tendão patelar, área denominada pólo inferior da Patela. Há caráter inflamatório inicial e, se não tratada, pode degenerar e levar à ruptura espontânea, descrita em alguns casos.

As bursites do joelho, caracteristicamente, acometem corredores à partir da 5.a década de vida. Embora existam várias bursas ao redor do Joelho com a função de reduzir o atrito entre tendões ou a fricção excessiva da pele contra proeminências ósseas, as que costumam causar sintomas são a pré–patelar, localizada bem à frente da rótula e a bursa anserina, entreposta entre os tendões Sartório, Grácil e Semi–tendíneo.

Outra lesão em voga, a condromalácia termo vem do latim e significa, em sua essência, “amolecimento da cartilagem”. Postula–se que a doença desenvolva–se a partir do contato excessivo da cartilagem da rótula contra o seu “trilho”, a tróclea femoral. A distribuição desigual dos pontos de pressão causaria, em longo prazo, morte celular e desarranjo da matriz extra–celular, com conseqüentes sintomas de dor, creptação ou sensação semelhante a “areia” dentro do joelho, estalos e, às vezes, falseios. No início, a lesão dá–se por amolecimento da cartilagem. A seguir, podem haver ulcerações, fissuras, terminando com o desgaste de toda sua espessura, evoluindo, assim como qualquer lesão cartilaginosa, para a osteoartrose. O tratamento é não cirúrgico na maioria dos casos e fundamenta–se na detecção e retirada de fatores causais como alterações na pisada, retrações e enfraquecimento de grupos musculares.

A pedra angular do tratamento da dor no joelho consiste na melhoria do trofismo, equilíbrio e flexibilidade muscular e na correção de fatores que possam alterar o deslizamento entre a rótula e o fêmur. Levando–se em conta o fato de que nenhuma articulação trabalha sozinha, faz–se extremamente necessário a avaliação do tipo de pisada, alterações anatômicas do joelho e problemas oriundos dos quadris. Todos estes fatores podem alterar a cinemática do joelho e predispor a lesões.

Em linhas gerais, aí vão algumas orientações aos atletas e esportistas que têm ou já tiveram dor no joelho:
a) Aos iniciantes: Realizar avaliação física pré–esportiva com um profissional da área médica de sua confiança para que fatores intrínsecos seja detectados e corrigidos, como, por exemplo, a pisada pronada, ou supinada, encurtamentos e desequilíbrios musculares. A próxima etapa será praticar o esporte orientado por um instrutor da área, para que seja evitada a técnica inadequada.
b) Aos praticantes: Dor é sinal de lesão. É seu organismo lhe dizendo que algo não vai bem. Portanto, se o joelho dói, ou está inchado é hora de parar, procurar um médico ortopedista, reabilitar–se e, posteriormente, retornar ao esporte.
c) Aos atletas: O acompanhamento periódico da equipe por um médico do esporte é indispensável. Apesar de muitas vezes, o exame físico estar dentro da normalidade, pode haver algum grau de desequilíbrio muscular, muitas vezes somente detectado através do dinamômetro da avaliação isocinética e que, cedo ou tarde, poderá levar a lesões e comprometer sua performance.

domingo, 29 de maio de 2011

Não fuja da musculação

Apesar de muitos praticantes da corrida virarem a cara para o fortalecimento muscular, acredite: ele é um dos melhores amigos do corredor

Por Fernanda SilvaA corrida é um esporte que causa impacto ao corpo, o que afeta diretamente a musculatura do atleta. Para minimizar este problema, o fortalecimento muscular é essencial para qualquer corredor, já que auxilia na proteção dos músculos, das articulações e dos ligamentos, além de dar mais força e resistência durante a prática esportiva, melhorando o desempenho. Além disso, auxilia no ganho de massa muscular, o que é importante, sobretudo, para os corredores acima de 40 anos. Nesta idade o indivíduo perde um pouco mais de massa muscular e a musculação passa a ser grande aliada.

Leia a matéria inteira no link:
http://o2porminuto.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=5238&idCanal=2&stCanal=Treinamento

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Mitos e Fatos sobre as Cãibras Musculares

HENRIQUE CABRITA

As cãibras são uma das causas mais comuns de dor entre os corredores, e são especialmente associadas às corridas de longa distância, como maratonas e ultramaratonas. Dificilmente alguém nunca passou pela experiência, mas para estes não custa informar que cãibra é uma contração muscular súbita, involuntária e dolorosa de um grupo muscular. Como existem vários mitos que se formaram sobre as causas e os tratamentos deste problema, que atinge tanto atletas iniciantes quanto veteranos campeões, vamos esclarecê-los.

Mito: As cãibras são causadas por cansaço muscular
Em termos: As cãibras podem ser causadas por vários motivos. Elas podem ser divididas em cãibras fisiológicas (que ocorrem em músculos normais, causadas pelo exercício físico), patológicas (que ocorrem em músculos ou nervos doentes) e cãibras sintomáticas (associadas a alguns tipos de doenças ou ao uso de medicamentos). Como nosso artigo é sobre as cãibras relacionadas ao exercício, todos os comentários referem-se a este tipo, que é o mais comum.

Mito: As cãibras são mais comuns nas pernas
Verdade: Elas são mais comuns nos músculos que cruzam duas juntas (ou articulações), como os da panturrilha e anteriores e posteriores da coxa. Estes músculos são mais longos e o reflexo deles é mais estimulado, pois são esticados com maior freqüência. Uma outra forma de cãibras são as dores provenientes da contração involuntária do diafragma, que causa a famosa dor de barriga nos atletas destreinados ou que se submetem a um esforço exagerado.

Mito: Não se sabem as causas das cãibras
Em termos: Várias teorias tentam explicar a origem da cãibra associada ao exercício. A mais aceita foi desenvolvida por cientistas da África do Sul (Timothy Noakes e Martin Schwellnus) e envolve uma causa a partir do sistema nervoso. Todo músculo é controlado por um determinado nervo, que estimula a sua contração. Músculos que trabalham encurtados por muito tempo, como em uma maratona, levam a uma estimulação excessiva deste nervo, provocando um reflexo de contração anômala, desencadeando a cãibra.

Mito: Existem medicamentos que podem causar cãibras
Verdade: Várias substâncias podem facilitar a ocorrência de cãibras, entre elas, diuréticos e remédios para pressão.

Mito: Cãibras acontecem apenas em atletas destreinados
Falso: Mais de 90% das pessoas, mesmo não praticantes de corrida, terão algum episódio de cãibra durante a vida. Atletas destreinados que exageram na carga de exercícios apresentam maior risco de terem cãibras. Entretanto, mesmo veteranos podem ter cãibras, se realizarem um esforço acima do habitual.

Mito: Algumas pessoas têm mais cãibras que outras.
Verdade: Há uma predisposição pessoal para ter cãibras, que podem não parar de acontecer mesmo com tratamento adequado. Alguns atletas sempre têm cãibras após correr 30, 40 ou mais quilômetros, apesar de estarem bem preparados para correr, alimentarem-se bem e cumprirem boa hidratação. Este fenômeno ocorre mais em atletas idosos, pesados ou que não apresentem bons hábitos de alongamento.

Mito: Quanto mais nervoso o atleta, mais cãibras ele pode ter.
Verdade: O aspecto psicológico é importantíssimo para as cãibras serem evitadas. Em um estudo americano, apenas o ato de tomar uma pílula sem efeito (placebo) antes de uma maratona, levou a que um grupo de atletas tivesse menor incidência de cãibras que os atletas que disputaram a mesma prova. Quanto mais preparado mentalmente um atleta para seu desafio, melhor ele se sairá.

Mito: Durante uma cãibra, não há nada a fazer
Falso: Na hora em que uma cãibra ocorre, o grupo muscular afetado deve ser alongado de imediato, para reduzir a duração da dor e para evitar novas cãibras. Quando a dor é na região da panturrilha, a melhor maneira de alongar é subir um degrau ou uma guia e soltar o peso em cima do calcanhar, esticando o joelho e alongando os músculos do tendão de Aquiles. Quando a dor é na região da frente da coxa, apoiar o braço em algum poste ou parede, ficar em cima da perna que não dói e segurar o peito do pé da coxa contraída, tentando juntar o calcanhar na região glútea e jogando o corpo para trás. Logo após parar de correr, colocar gelo na musculatura dolorida ou tomar um banho frio ajuda de duas maneiras: previne a inflamação e melhora a dor local (baixa o estímulo dos nervos e do reflexo da cãibra). Se a cãibra for acompanhada de tonturas, mal-estar e vertigens ou desmaio, o atleta deve interromper imediatamente o exercício e procurar atendimento médico urgente.

Mito: Bebendo bastante água consigo prevenir cãibras
Falso: O consumo excessivo de água, sem reposição de sal, pode desencadear uma baixa do nível de sódio no sangue (hiponatremia), uma das causas de cãibras patológicas.

Mito: Comer bananas evita as cãibras.
Falso: A banana é uma ótima fonte de potássio, porém as cãibras associadas à perda de líquidos e sais pelo suor são devidas à diluição do sódio no sangue, como mencionado na explicação do mito anterior. O uso de bebidas isotônicas ou água e alimentos com sal são métodos mais efetivos para prevenir este tipo de cãibra.

Mito: Beber água tônica evita as cãibras
Falso: Embora o quinino, substância presente na água tônica, tenha sido usado na prevenção de cãibras, seu uso foi recentemente proibido nos Estados Unidos, devido à sua toxicidade. Mas em estudos europeus, idosos com cãibras noturnas tratados com quinino obtiveram sucesso no tratamento. De qualquer maneira, a quantidade de quinino na água tônica é muito pequena para ter efeito sobre cãibras.

Mito: Não há como prevenir as cãibras
Falso: O fator mais importante na prevenção é o treinamento adequado, progressivo e acompanhado do hábito de aquecer progressivamente ao iniciar a corrida e alongar a musculatura, especialmente depois de correr. A alimentação adequada e a reposição hidroeletrolítica durante a corrida previnem as cãibras que acompanham a desidratação e os desequilíbrios dos sais minerais (hiponatremia ou hipernatremia) ou da glicose (hipoglicemia). Se as cãibras são recorrentes, apesar de adequadamente tratadas, um médico especialista em Medicina do Esporte deve ser procurado.


Fonte: http://revistacontrarelogio.com.br/materia/mitos-e-fatos-sobre-as-caibras-musculares/

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Condromalácia patelar

Por Cesar Candido dos Santos

Apesar de indesejáveis, as lesões são algo normal na vida dos atletas, e os joelhos costumam ser uma das partes do corpo que mais sofrem com a prática do esporte. Um dos problemas mais comuns nesta região é a condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral ou “joelho de corredor”), que é um amolecimento da cartilagem articular.

“A palavra condromalácia significa amolecimento da cartilagem, porém, a condromalácia patelar não é apenas isso, mas também toda alteração que existe na cartilagem articular”, explica o Dr. Moisés Cohen, Professor Livre-Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

“Este amolecimento na cartilagem provoca síndromes de dor na parte anterior do joelho, e é uma lesão que costuma acometer mais as mulheres, pois elas possuem a bacia mais larga e há uma sobrecarga na articulação”, completa o Dr. José Marques Neto, ortopedista da Clínica Paulista de Esportes e da Clínica do Dr. Osmar de Oliveira.

As causas
A condromalácia patelar pode ser causada por traumas diretos, como um choque, ou por desvios esqueléticos que provocam o desgaste na cartilagem. “Peso excessivo, falta de fortalecimento muscular, músculos pouco alongados e repetições de exercícios com cargas altas também podem acarretar no problema”, alerta Marques.

O ortopedista Rodrigo Zuccon, do Centro Ortopédico Vergueiro, explica que os principais sintomas desta lesão são: “crepitação no joelho ou sensação de "areia" dentro da articulação, que pode estar presente já nos estágios iniciais, e sempre presente nos estágios mais avançados; dor na parte anterior do joelho, próximo ou ao redor da patela, com piora aos esforços, principalmente ao subir e descer escadas ou quando o joelho fica flexionado por tempo prolongado; e edema ou inchaço na articulação, que é menos comum, mas pode estar presente nos estágios mais avançados”, afirma o médico.

As soluções
Para tratar a condromalácia patelar, Cohen explica que primeiro é preciso corrigir as causas da lesão. “Se o problema foi provocado por mau alinhamento, primeiro temos que tratar isso, para depois cuidar da lesão focalizada”, diz o ortopedista. “Em alguns casos, é necessário fazer cirurgia. Hoje em dia, existem diferentes e modernos procedimentos cirúrgicos para o tratamento”, completa.

Para os casos que não são tão graves a ponto de precisar de cirurgia, são indicados alguns exercícios e orientações, para evitar que o problema aumente. “A pessoa precisa fazer exercícios de fortalecimento e alongamento muscular e treinamentos funcionais, para melhorar o equilíbrio e os movimentos”, afirma José Marques Neto. “Quem tem a lesão deve evitar fazer exercícios com movimentos repetitivos, ficar sentando e levantando o tempo todo ou agachar”, completa Moisés Cohen.

“A primeira orientação para quem apresenta sintomas sugestivos de condromalácia é interromper a atividade que esteja causando dor. Para aqueles que praticam atividade física, como a corrida, é interessante um programa de treinamento paralelo de fortalecimento muscular compensatório, para evitar que a atividade origine qualquer tipo de desequilíbrio e inicie ou mesmo agrave qualquer patologia (doença) articular, em especial nos joelhos. Cada caso tem que ser analisado individualmente, pois existem muitas variáveis como biotipo, tipo de treino, tipo de pisada etc. Portanto, não existe uma fórmula única de exercícios que se `encaixe´ ou `sirva´ para todos", explica Zuccon.

Fonte: http://o2porminuto.uol.com.br/
Imagem 1: http://lpig.doereport.com/
Imagem 2: www.fiqueinforma.com

Fasciíte plantar


Por Fausto Fagioli Fonseca

Muito comum entre os corredores, a Fasciíte plantar se trata de uma inflamação na fáscia plantar, membrana que é uma das responsáveis pela manutenção do arco do pé. Essa inflamação gerada por microtraumatismos de repetição sobre esta estrutura pode ocorrer por diversos motivos, como fala Jorge Mazusaki, ortopedista especialista em pé e tornozelo.

“Mais de uma causa pode levar ao desenvolvimento desta doença. Pessoas que apresentem deformidade nos pés, como pé plano ou chato, estão propensas a desenvolver esta lesão, assim como indivíduos com sobrepeso. Entre os corredores, os motivos principais são o uso de calçados inapropriados, desvio do eixo corporal e também o excesso de esforço”.

Para identificar a lesão é importante ficar atento aos sintomas e procurar um médico especializado, para que o diagnóstico correto seja dado. “O primeiro sinal é sempre uma dor local, na sola do pé, e as primeiras pisadas do dia são as que mais incomodam”, diz Moisés Cohen, professor Livre-Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

“A queixa mais freqüente é que a primeira pisada do dia é sempre muito dolorosa. A dor piora novamente à noite e após a corrida. Caso não seja tratada nessa fase, evolui com dores mais constantes que incapacitam a corrida. Em alguns casos, forma-se até o esporão de calcâneo, uma calcificação dolorosa na base do osso calcâneo”, completa Glauber Alvarenga, fisioterapeuta do Vita.

Tratamento
Caso seja diagnosticada a Fasciíte Plantar o tratamento deve ser iniciado de forma rápida, para que o atleta não tenha que interromper as atividades por um período muito longo. O tratamento da doença dura em média de três a seis semanas, e inclui alguns procedimentos, como fala Alvarenga.

“A dor deve ser combatida com o uso de gelo, fisioterapia ou, até mesmo, medicamentos. Porém, é importante um trabalho de alongamento e relaxamento da fáscia para o tratamento dessa lesão e prevenção de futuras recidivas”, diz o fisioterapeuta.

“O uso de analgésicos e antiinflamatórios é importante no tratamento. Em casos mais graves pode se fazer necessária uma cirurgia que corrija o causador do problema. Além disso, o tratamento de terapia de ondas de choque (TOC) tem se mostrado bastante eficiente em alguns casos”.

Prevenção
Um ditado sábio diz que é melhor prevenir do que remediar. Quando o assunto é Fasciíte plantar a máxima também é válida. E uma boa forma de não correr o risco de desenvolver o mal é através dos alongamentos.

“Os alongamentos são muito importantes para a prevenção da Fasciíte. Além disso, é necessário que o corredor conheça seus limites e evolua de forma progressiva no esporte, usando sempre os calçados adequados. A utilização de palmilhas especiais pode se fazer necessária em alguns casos, por isso, a consulta a um especialista antes de correr é importante”, conclui Cohen.

Fonte: http://o2porminuto.uol.com.br/

Treino intervalado: mexa-se na hora do descanso



Por Renato Dutra

Corredores que fazem treino intervalado precisam ficar atentos a uma armadilha: ficar parado durante o intervalo de esforço, esperando se recuperar para o próximo estímulo.

O treino intervalado caracteriza-se por uma alternância de períodos de esforço empregando uma intensidade mais alta e outra mais baixa. Exemplo: três minutos em ritmo forte (90% a 100% freqüência cardíaca máxima), seguidos por dois minutos trotando leve (60% a 70% da freqüência cardíaca máxima). É uma estratégia de treinamento muito utilizada por corredores mais condicionados, pois permite realizar uma quantidade maior de estímulo em alta intensidade.

Em vez de correr apenas 7 ou 8 minutos em alta intensidade de forma contínua, o treino intervalado possibilita que o atleta duplique ou triplique este tempo, o que aumenta a força do estímulo para melhorar o condicionamento.

Mas ocorre que muita gente simplesmente para de se movimentar no intervalo de recuperação entre os períodos de alta intensidade. Isso não é bom. Manter um ritmo bem leve entre os intervalos mais intensos favorece a recuperação para o próximo período em alta intensidade. Além disso, os músculos em movimento são fundamentais para que o sangue se mantenha em circulação, fazendo-o retornar até o coração. Ficar parado atrapalha este processo, acarretando stress cardiovascular.

A orientação é: diminua o ritmo, mas não pare. Ande, se necessário, mas mantenha-se em movimento durante todo o intervalo de recuperação. Da mesma forma que o corpo leva um tempo para elevar a freqüência cardíaca e outras funções fisiológicas para ajustar-se ao aumento da intensidade, o inverso também é verdadeiro.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/saude-chegada/

sábado, 19 de setembro de 2009

Mais carga ou mais repetição? Veja o melhor para o corredor

POR LUIZ CARLOS DE MORAES (lcmoraes@compuland.com.br)

Por várias vezes defendi e vou defender sempre a musculação para corredores. Há quem proponha que ela seja feita apenas no chamado “período de base”, enquanto outros a indicam de forma diferenciada em cada período, posicionamento do qual sou partidário. De sã consciência, alguém acha mesmo que um ganho de força física adquirido num determinado momento possa durar o resto do ano, suportando todo tipo de esforço a que o atleta submete o seu corpo? Mesmo quem não é atleta, mas corre o ano todo, precisa manter um mínimo de força para treinar.

Há ainda os que questionam que os melhores corredores do mundo - os quenianos, não são adeptos ao treinamento de força. Ledo engano. Quando falamos em treinamento de força, para alguns vem logo a idéia da musculação pura e simplesmente pesada utilizada pelos fisiculturistas, mas existem várias formas de desenvolver essa qualidade física, adequando-a à cada modalidade esportiva e especialidade, até porque existem também várias formas de manifestação da força. São elas: Força Pura, Dinâmica, Explosiva, Resistência Muscular Localizada e Endurance (resistência).

No caso dos corredores fundistas, a Dinâmica, a Explosiva, a Resistência Muscular Localizada e a Endurance são as mais populares e as formas de desenvolvê-las mais usadas pelos treinadores são o treinamento de circuito combinado com atividade aeróbia, o trabalho em rampa e os exercícios de musculação, com ênfase nos membros inferiores.

TREINAMENTO COMBINADO. O circuito, que é um conjunto de exercícios de musculação executado praticamente sem intervalo, combinado com atividade aeróbia, tem grande aceitação, mas precisa ser bem planejada a questão da intensidade e duração de cada parte do treinamento, para que uma não interfira negativamente na outra. Ou seja, no caso de uma intensidade mais alta ou duração maior da parte aeróbia, a solicitação motora pode ser contraditória ao desenvolvimento da força, ocorrendo o que se conhece em fisiologia por catabolismo.

Existem trabalhos comparando atividade aeróbia de 20 com 40 minutos, junto com a musculação, com melhores resultados no primeiro caso. Veja as conclusões de estudos de treinamento combinado:

1) A força muscular pode ser comprometida, pela execução de treinamento de endurance de alta intensidade. Ou seja, correr forte e depois fazer musculação compromete a segunda.

2) A potência muscular pode ser prejudicada pela execução simultânea de treinamento de força e de endurance. Concluindo: não é para fazer treino longo e musculação ao mesmo tempo. No máximo uma corrida leve ou moderada.

3) O consumo máximo de oxigênio não é comprometido pela ação simultânea de treinamento de força e resistência. Alguns estudos comparativos mostram uma ligeira vantagem para quem faz treinamento combinado.

4) A endurance não é afetada negativamente pelo treinamento simultâneo.

Isoladamente esses dois tipos de treinamentos podem ser benéficos e complementares, haja vista o perfil dos triatletas da atualidade, muito mais fortes e mais rápidos com treinamento fortes de musculação e de corrida. O mesmo podemos dizer dos ultramaratonistas e de quem participa da Comrades. É difícil imaginar alguém correr uma prova dessas sem fazer musculação ou qualquer outro tipo de desenvolvimento da força.

Outro fato a ser levado em conta, quando se vai começar, é definir a prioridade. Se o corredor precisa mais da musculação, a seção deve começar por ela, podendo inclusive o aquecimento ser feito com exercícios envolvendo várias articulações e grandes grupos musculares, com cargas leves. Caso o objetivo seja emagrecimento ou melhorar a resistência na corrida, esta pode vir primeiro porque, mesmo que por algum motivo o corredor fique cansado na musculação, o principal já foi feito.

Corredores que apenas correm tem a musculatura das pernas bastante resistentes, são excessivamente magros, apresentam bom sistema cardiovascular, colesterol bom (HDL) mais alto e ruim (LDL) baixo, boa proteção contra as doenças do coração, boa ossatura, mas costumam ter desequilíbrio muscular entre lado direito e esquerdo, desproporção entre tronco, braços e pernas além de se lesionarem mais.

Claro, quem corre não deseja um corpo de fisiculturista. Por isso o programa deve ser direcionado a aumentar as diversas manifestações da força, da potência e da flexibilidade, completado com as aulas de alongamento. É bom que se diga: o corredor precisa da flexibilidade, mas é para desenvolver em treinamento; no dia da prova o alongamento é perfeitamente dispensável.

Embora a força resistente seja a maior exigência de um fundista, em vários momentos dos percursos de rua precisa-se da potência, da força explosiva de média ou curta duração. Nas subidas, nas descidas ou mesmo na decisão estratégica de ultrapassar alguém num determinado momento, essas valências físicas serão decisivas. Por esses motivos, a musculação ou a ginástica localizada para o corredor não deve se prender sempre a muitas repetições com pouca carga ou apenas um tipo de treinamento. A prescrição ideal deve estar incluída numa periodização, começando por um programa global envolvendo os grandes grupos musculares, seguido dos menores.

PARA CADA CASO, UMA RECOMENDAÇÃO. A maioria dos livros sugere uma tabela de percentual de carga x repetição a partir da Força Máxima para desenvolver as diversas manifestações da força. Esse valor de Força Máxima é conseguido num teste chamado de 1 RM, que é pouco utilizado pela sua complexidade logística. Por isso sou partidário que esse percentual seja definido por erro e acerto, a partir do número de repetições e séries previstas. O corredor deve chegar à última repetição da última série sem condições de executar mais duas ou três repetições. Se estiver fácil de fazer, aumenta-se a carga e em duas ou três seções de treinamento a carga já estará adequada e sem riscos (veja a tabela).

Sendo assim, cada fase do treinamento, cada segmento corporal e faixa etária podem exigir séries e cargas diferentes na musculação.

Por exemplo: no período de base ou quando o corredor por algum motivo parou de treinar (por contusão ou problemas particulares) a carga deve ser mais alta (mais peso e menos repetição) para recuperar a Força Dinâmica. (1).

Quando o atleta está visando uma prova curta, vai precisar de Força Explosiva (2). Aí ele vai incluir de 4 a 6 séries e repetições de 6 a 10 com 30 a 60 % da Força Máxima, executando as séries de modo mais rápido. Nas corridas de 10 km a Resistência Muscular Localizada (4) passa a ser mais importante e a Endurance (5) para as maratonas.

Entretanto, vale sempre lembrar que treinamento físico não é uma receita de bolo. Embora a Endurance seja prioritária para o maratonista eu particularmente acredito num treinamento misto. Quem treina musculação duas vezes por semana pode perfeitamente num dia pegar mais pesado com poucas repetições e no outro, muitas repetições com pouca carga. Tudo depende do que cada corredor precisa no momento.

Também pode haver o caso de nas pernas o corredor necessitar de muitas repetições e pouca carga e nos braços mais peso e pouca repetição e faz sentido. Os membros superiores são os que mais perdem força porque no dia-a-dia nem sempre são usados e costumam ser ignorados no treinamento. Os membros inferiores mal ou bem estão sempre em atividade porque temos que andar, subir escadas, sentar e levantar da cadeira várias vezes ao dia e a massa muscular é maior. De qualquer forma é um erro também achar que o corredor só precisa fazer musculação para as pernas. Os músculos do tronco e quadril são importantes na transmissão de força para as pernas, daí a necessidade do corredor fazer também abdominal, coisa que geralmente detestam.

DEPOIS DOS 50 ANOS, O MAIOR BENEFÍCIO. Por duas fortes razões os corredores mais velhos são os mais beneficiados pelo hábito da musculação. Ao longo do tempo existe uma perda natural de massa muscular, conhecida como sarcopenia, palavra de origem grega que significa "perda de carne" (sarx = carne e penia = perda). Na corrida de longa distância, por si só, ocorre um processo conhecido por catabolismo, ocasionando também a perda de massa magra. Essa, em tese, pode ser uma das razões para os corredores serem "secos", o que não acontece com o atleta de força.

A musculação comprovadamente promove o processo inverso, chamado de anabolismo, porque estimula a produção de hormônios, principalmente a testosterona. Já existe consenso na comunidade médica científica dos benefícios da musculação para a terceira idade.

Resumindo podemos destacar alguns aspectos consensuais da musculação para corredores:

1) As séries, a carga e a repetição devem ser escolhidas de acordo com a necessidade do momento. Nem muito peso com pouquíssimas repetições, nem pouco peso e repetição exagerada. Muito peso pode lesionar e repetição exagerada pode ser monótono, além da possibilidade de não surtir o efeito desejado.

2) Os exercícios devem priorizar os membros inferiores, sem desprezar os superiores. Se num dia não dá para fazer tudo, priorize só para as pernas.

3) A musculação pode ser feita no mesmo dia da corrida, desde que as duas seções não sejam de alta intensidade.

4) A forma de treinar força deve variar com musculação, subidas de rampa, cross e circuito.

5) A força deve ser treinada o ano todo.

6) Os exercícios de musculação mais indicados ao corredor são: abdominal, agachamento, flexão e extensão de joelho, adução, abdução e flexão do quadril, flexão plantar, extensão de tronco, flexão e extensão de cotovelo, crucifixo ou supino, puxada pela frente, elevação de ombro e as remadas.

Fonte: http://www.revistacontrarelogio.com.br

Quantas séries na musculação e por que?

POR LUIZ CARLOS DE MORAES (lcmoraes@compuland.com.br)

Um dos rótulos mais enraizados na musculação talvez seja a questão de quantas séries deve-se treinar para aumentar a força física ou promover a hipertrofia muscular. Quando alguém pergunta isso costuma logo ouvir a resposta: Faça três séries de dez repetições com intervalo de um minuto e meio. É como se fosse uma receita de bolo, sem nenhum questionamento. Até para a resistência muscular localizada, que é o que os corredores mais visam, não falta quem indique três séries de 15, 20 ou mais. Por que três e não duas?

O músculo não tem um contador para encerrar o exercício na décima repetição, na terceira série ou torneirinhas para regular a liberação de produtos químicos provenientes da contração muscular. Cada corpo responde de um jeito ao estímulo de uma carga de exercício e isso depende de vários fatores tais como informação genética, sexo, idade, objetivo específico de cada modalidade esportiva e intimidade com o exercício, o que também depende dos anos de experiência. O rótulo ainda é tão forte que para algumas pessoas pode parecer que se o sujeito fizer duas séries não adianta nada. Ledo engano.

O grau de hipertrofia e/ou o ganho de força pode ser determinado pelo tempo em que o músculo fica submetido a uma tensão considerável e suficiente para provocar a quebra do equilíbrio, com uma reação orgânica disposta a gerar novamente o equilíbrio, desta vez mais resistente à tensão que provocou a quebra inicial da homeostase. Esses dois processos, de degradação dos tecidos através da quebra do equilíbrio e de construção, são conhecidos respectivamente por catabolismo e anabolismo. Se a tensão é maior que o organismo pode suportar, temos perda de massa muscular, catabolismo. Se o organismo pode suportar e reagir, temos aumento dos músculos, anabolismo.

VERDADES E VERDADES. A musculação talvez seja a área da Educação Física onde mais exista discussão, cada um com suas verdades. Só que em se tratando de corpo humano não existe verdade absoluta. O que dá certo para um pode ser um desastre para outro. Muitas teorias e métodos existem, mas todas acabam partindo dos estudos de Verkhoshansky (2000), Poliquin (1997) e Kraemer (1990), concluindo que o fator mais importante para a hipertrofia é o tempo de estímulo sobre o músculo, capaz de produzir respostas hormonais ou geração de líquidos entre os espaços das fibras musculares, que de alguma forma aumentem o volume dos músculos.

Tempo sob tensão significa falar também em repetições, que executadas em diferentes velocidades na contração e na extensão produzem diferentes resultados. Traduzindo: o músculo pode crescer porque as fibras musculares cresceram, tornando-se mais fortes ou os espaços entre as fibras se encheram de líquidos que têm a função de regeneração da própria fibra muscular. Sendo assim, como dito acima, qualquer tensão exercida contra o músculo que provoque desequilíbrio será capaz de induzir uma resposta que conduza à hipertrofia ou aumento da força.

Um estudioso no assunto chamado Bergerm, um dos primeiros, em 1962, a questionar qual o número de série ideal, concluiu que a execução de série maior que um por exercício já seria o suficiente para ganhos de força e massa muscular. Estudiosos que vieram depois combinaram várias séries e métodos, chegando à mesma conclusão, embora o assunto por si só não encerre a discussão. Na verdade, tudo depende do objetivo e para quem é o treinamento. Existem bons trabalhos com grupos de mulheres na terceira idade fazendo musculação com duas séries de 10 repetições em cada exercício, cujo resultado foi o ganho de massa muscular bastante significativo.

ESTEIRA E MUSCULAÇÃO. Hoje as pessoas não têm tempo de ficar horas na academia fazendo musculação. Nesse caso duas séries alternando os segmentos corporais desenvolvem a massa muscular e o sistema cardiovascular, por trabalhar sem descanso entre as séries. Os corredores não costumam gostar muito de musculação, embora hoje reconheçam a necessidade desse trabalho complementar tão importante para o desempenho da corrida. As possibilidades de conjugar a musculação com a corrida são inúmeras se na academia o corredor tiver disponível os aparelhos de musculação e bem próximo uma esteira. Ele faz quatro ou cinco exercícios em duas séries ou até mesmo uma, vai para esteira, volta para a musculação, faz mais alguns exercícios e assim vai. Pode ser feito também o circuito, método que já abordamos em edições anteriores.

Existem trabalhos publicados concluindo que até mesmo uma série de dez repetições, nesse caso com carga pesada, é possível causar abalos na estrutura bioquímica capazes de promover a hipertrofia. A justificativa seria o recrutamento de um número maior de unidades motoras o que não aconteceria com três séries de dez repetições porque a pessoa de alguma forma sabota, poupando-se para agüentar as três. Isso também é adequado para quem, por exemplo, está precisando reforçar um determinado grupo muscular ou segmento corporal (braços ou pernas) e não tem paciência para ficar fazendo um monte de séries e repetições.

Para o corredor que pouco gosta de musculação isso também funciona, desde que faça um bom aquecimento na esteira e depois uma série de dez repetições mais pesada de cada exercício, alternando os segmentos. Quem prefere resolver tudo no mesmo dia dá para treinar a corrida e a musculação porque o trabalho muscular nos braços e tronco não sofre interferência da corrida. Já nas pernas, se a corrida for de média a forte intensidade, a musculação deve ser com carga leve. Só poderá ser forte se a corrida for leve. Aí alguém perguntaria: Eu posso pegar pesado nos braços e tronco e leve nas pernas? Sim; tudo depende da intensidade da corrida. Estudos bem conduzidos dão conta que a fadiga residual decorrente do treinamento anterior impede a execução de exercício de força em sua plenitude no mesmo grupo muscular. Mesmo usando recursos ergogênicos (ingestão de carboidratos ou qualquer outro suplemento), a musculatura não responderá satisfatoriamente.

UM POUCO DE CADA, NA ACADEMIA

Para quem acabou de correr uma maratona, treinando basicamente na esteira, e não gosta muito de musculação, preferindo fazer tudo num dia só, segue um plano de treinamento para ser seguido durante a semana. Às terças e quintas-feiras a idéia é correr 15 minutos na esteira, depois executar exercícios destinados aos braços e tronco, que são o voador, a remada, o abdominal, a rosca bíceps, abdominal infra ou lateral, a rosca tríceps, a puxada pela frente e o desenvolvimento, com 10 repetições e sem intervalos.

Depois corre mais 15 minutos na esteira e faz exercícios para as pernas: extensão do joelho, flexão do joelho, extensão dos pés, adução e abdução de quadril, em série única de 12 a 15 repetições. Encerra com nova corrida de 15 minutos na esteira.

Quem correu alguma ou algumas maratonas no primeiro semestre precisa recuperar a musculatura. Esse plano serve para quem esteja fazendo uma transição para agora participar de meias maratonas, eventualmente uma maratona até setembro, para depois se preparar para a São Silvestre.

Observações:

1) A corrida na esteira está sendo sugerida de 15 minutos, mas nada impede que seja de 10 minutos;

2) Os exercícios para os braços e tronco podem ser pesados o suficiente para executar as séries com certa dificuldade.

3) Já a carga para as pernas, levando em consideração a corrida, deve ser leve em série única de 12 a 15 repetições.

4) O treinamento total das terças e quinta-feiras está estimado em 70 minutos considerando as três corridas de 15 minutos. Pode ser diminuído para 60 minutos fazendo três corridas de 10 minutos ou duas de 15 cortando a última. Na planilha 45 minutos de corrida se refere à soma das três de 15 minutos.

5) Os Intervalados das quartas-feiras estão sugeridos por tempo porque nenhuma esteira tem metragem, seja em milhas ou km, tão específica para sugerir fazer tiros de 300 metros etc. Portanto, os tempos são para fazer forte e foram calculados mais ou menos de 300 a 2.000 metros. Os intervalos entre os tiros são 40 a 90 segundos trotando em velocidade fraca ou caminhando se for preciso.

Fonte: http://www.revistacontrarelogio.com.br

terça-feira, 28 de julho de 2009

Quem pratica corrida deve treinar musculação?

Por: Priscila Arruda (Academia Coração e Cia)

Quem acredita que corredores não precisam fazer trabalho na musculação está completamente errado. Na verdade, a musculação se torna uma atividade essencial, tanto quanto o próprio treino de corrida. De nada adianta você ter ou receber sua planilha de treino semanal, se dedicar, melhorar os tempos, porque mais cedo ou mais tarde, sua musculatura não vai aguentar.

Treinar musculação como complemento dos treinamentos de corrida pode ajudar no fortalecimento dos membros inferiores como forma de prevenção de lesões e aumento de força para que, por meio de exercícios específicos, essa qualidade adquirida possa se transformar em potência.

É preciso também fortalecer os membros superiores, que auxiliam na postura e na movimentação de braços durante a corrida. Enquanto na corrida são utilizadas principalmente as fibras musculares de contração lenta (FCL), ou seja, oxigênio como meio metabólico, na musculação predominam as fibras de contração rápida (FCR), que são capazes de agüentar altas cargas, mas em um curto período de tempo.

Para atletas que visam a provas longas, é mais indicado um trabalho de resistência muscular localizada, mais repetições com menos carga (65% da FM).

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Corro, corro, corro e não emagreço...O que está acontecendo?

Por ANDRÉIA TORRES (andreiatconsultoria@gmail.com)

Independentemente da atividade física que praticam, algumas pessoas têm dificuldade em emagrecer ou emagrecem nas primeiras semanas ou meses e depois de um tempo relatam não percebem o ponteiro da balança descer. Vários fatores podem estar contribuindo para isto, sendo os mais comuns: alto consumo calórico, problemas na tireóide, genética e deficiência de nutrientes.
Anualmente é importante repetir os exames de rotina. Quando for fazer o seu, peça a contagem dos hormônios T3, T4 e TSH. Se os valores estiverem normais, já descarte a segunda opção (que aliás não é a mais comum). A genética influencia sim e para acelerar o metabolismo inclua no seu treino atividades físicas que estimulem o ganho de massa muscular e, conseqüentemente, acelerem o metabolismo.
Associado a isto aposte em uma dieta saudável, já que a deficiência de uma série de nutrientes pode deixar nosso organismo mais lento. Isto porque vitaminas e minerais são fundamentais para a produção de enzimas importantes tanto para a quebra da gordura quanto para o ganho de massa muscular. Alguns dos principais nutrientes incluem:

TIAMIDA - VITAMINA B1. Esta vitamina é fundamental para a produção de mais de 20 enzimas importantes para o metabolismo energético. Sem ela não conseguimos transformar a glicose em ATP, ou seja, a falta de energia tornará nosso organismo menos eficiente. Além disso, nosso cérebro utiliza a glicose como fonte de energia e sua falta resulta em prejuízo de inúmeras funções corpóreas. Sintomas comuns incluem irritabilidade, indigestão, insônia e fraqueza muscular. A necessidade para homens adultos é de 1,2 mg e para mulheres de 1,0 mg/dia. Veja na tabela a quantidade de Tiamina em alguns alimentos.

NIACINA - VITAMINA B3. Este nutriente está envolvido principalmente no metabolismo dos carboidratos e lipídios. Também possui uma ação antioxidante e antiinflamatória e sua deficiência pode causar depressão, fadiga mental, irritabilidade, azias e aumento do colesterol. Leite, carnes, ovos e cereais integrais são fontes de niacina.

BIOTINA - VITAMINA B8. A biotina apresenta função primordial na produção de energia, através do metabolismo de carboidratos e gorduras. Também é fundamental para a saúde intestinal e para um sistema imune adequadamente atuante. Sua deficiência é causa de anormalidades no sistema nervoso, além de conjuntivite e dermatite. Ovos, soja e amendoim são as melhores fontes apesar de estar disponível em carnes, laticínios e cereais integrais.

ÁCIDO PANTOTÊNICO. Esta vitamina é fundamental para a liberação de energia a partir dos carboidratos, para a síntese de neurotransmissores, produção de células vermelhas do sangue (combate à anemia) e desintoxicação após o consumo de bebidas alcoólicas. Sua deficiência causa sintomas que incluem alterações gastrintestinais, acne e a síndrome do pé ardente. Fontes maravilhosas são ovos, leite, farinha de soja, brócolis e cogumelos.

MAGNÉSIO. Este mineral está envolvido em muitas reações enzimáticas, sendo essencial para a estabilização do ATP (a molécula que armazena energia em nosso corpo). Sua deficiência prejudica a conversão de glicogênio e lipídios em energia e ainda pode causar prisão de ventre, fraqueza, câibras, formigamento e até taquicardia. O consumo adequado de magnésio melhora a circulação e a performance, e contribui para o emagrecimento. Boas fontes de magnésio incluem folhas verde escuras, grãos integrais e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha).

CÁLCIO. A deficiência de cálcio está associada a um aumento do paratohormônio e da diidroxivitamina D, a qual, por sua vez, aumenta o cálcio intracelular e a produção do hormônio insulina, que contribui para o ganho de peso (em gordura). O aumento do cálcio intracelular pode ocorrer tanto na deficiência de magnésio quanto de cálcio. Fontes de cálcio incluem laticínios, aveia, amêndoas, feijões e folhosos verde escuros.

SELÊNIO. O selênio é um mineral com importante ação antioxidante, sendo também essencial para o adequado funcionamento da tireóide. Sua deficiência retarda o metabolismo, causa dores e fraqueza muscular, fadiga e aumento do risco cardiovascular. As melhores fontes são as castanhas, sendo que uma castanha do Brasil grande (também conhecida como castanha do Pará) oferece toda a quantidade de selênio necessária para o seu dia.

VANÁDIO. Este não é um mineral muito comentado na mídia, porém sua deficiência provoca distúrbios na tireóide e atrapalha a quebra das gorduras. Seu consumo é fundamental, na medida em que o nutriente participa da formação da insulina. Assim, o vanádio facilita o transporte de glicose, melhorando o desempenho muscular. As melhores fontes são os cogumelos, mariscos, a pimenta preta e o vinho.

IODO. Este mineral é fundamental para a produção dos hormônios da tireóide, equilibrando o metabolismo. No Brasil o consumo de sal é exagerado (o que não é bom), por isto raramente precisamos nos preocupar tanto com este nutriente. Outros alimentos naturalmente fonte de iodo são os frutos do mar.

Fonte: http://www.revistacontrarelogio.com.br/materias/?Corro,%20corro,%20corro%20e%20não%20emagreço...O%20que%20está%20acontecendo?.559

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cinco erros na alimentação que prejudicam seu desempenho na corrida


Saiba que cuidados tomar para não fazer feio na hora de correr
1. Comer massa demais
Uma quantidade excessiva do alimento implicará em problemas digestivos que poderão atrapalhar sua performance. Procure comer aveia no café da manhã, inclua uma porção de batatas cozidas no prato do almoço e opte por uma massa no jantar, mas sempre em quantidades habituais, nunca em demasia.

2. Beber muita água
O líquido hidrata, mas também dilui os eletrólitos (potássio, sódio, magnésio etc.), o que, em excesso, debilita o organismo e pode provocar cãibras e, em casos extremos, levar a hiponatremia, um distúrbio fatal. Tome, no máximo, 500 ml de água entre duas e três horas antes de competir e tome um copo de água antes da largada.

3. Ingerir uma grande quantidade de fibras
Não abuse desse nutriente no dia anterior a uma prova para evitar gases e dores abdominais.

4. Não tomar café da manhã antes de correr
Se você vai competir logo pela manhã, não cometa o erro de não comer nada ou diminuir drasticamente o que costuma ingerir nas primeiras horas após acordar. A primeira refeição do dia mantém seus níveis de glicose. Procure despertar cerca de três horas antes da largada e faça um bom café da manhã, apenas evite alimentos pesados. Se não quer comer nada sólido, opte por uma vitamina reforçada com bananas, leite desnatado e açúcar mascavo.

5. Não experimente pratos no fim de semana da prova
Comer algo que você não está acostumado pode levar a problemas digestivos e colocar um ponto final em sua competição antes do tempo!

Fernando Fischer

Fonte: http://sportlife.terra.com.br

sábado, 18 de abril de 2009

Não faço corrida porque sou gordo ou sou gordo porque não corro?


O gordinho cultiva uns quilos a mais, gostaria de correr, mas não começa porque teme o impacto nas articulações ou um peripaque cardiorrespiratório.

Já que não corre, mantém os tais quilinhos, e o círculo vicioso permanece: não corre porque está acima do peso ou está acima do peso porque não corre?

Para acabar com o dilema, médicos e treinadores avisam: Quem está gordinho e não tem contra-indicação médica pode começar já, desde que o exercício seja feito com regularidade e na intensidade correta.

Quase 2 milhões de pessoas morrem anualmente em todo o mundo, devido à falta de atividade física, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde)

Além de afastá-lo dessa triste estatística, segundo o fisiologista Rogério Neves, diretor médico da SportsLab, correr é bom para:
:: Circulação: o sangue circula mais pelo corpo, aumentando a entrada de oxigênio nos tecidos e otimiza a função dos órgãos.

:: Rins: o aumento da circulação melhora a função do rim, que filtra o sangue e reduz o número de substâncias tóxicas que circulam pelo corpo.
:: Sono: o organismo aproveita melhor as horas de sono. É nesse momento que o corpo relaxa e absorve os ganhos fisiológicos do exercício.

:: Cérebro: aumentam os níveis de serotonina, neurotransmissor associado à depressão. Em baixos níveis, o hormônio é associado às alterações do sono, vontade de comer doce e depressão.

:: Peso: uma pessoa de 70 kg queima cerca de 450 calorias a cada hora de corrida.

:: Glicemia: as taxas de glicose caem e as células se tornam mais sensíveis à insulina, o que reduz os níveis de açúcar no sangue.

:: Ossos: a corrida estimula a formação de massa óssea ajudando a prevenir lesões como a osteoporose.

:: Pressão: a corrida promove maior elasticidade dos vasos sangüíneos, o que ajuda a manter a pressão baixa.

:: Pulmão: corredores têm menos risco de contrair infecção respiratória, já que, com a corrida, a função do pulmão é maximizada – principalmente na porção superior.
:: Colesterol: os níveis de LDL (colesterol “ruim”) diminuem.

:: Estresse: o hormônio cortisol, liberado quando a pessoa está estressada, é queimado durante a corrida, diminuindo a carga de estresse.

:: Coração: a corrida ajuda a fortalecer e melhorar a eficiência. Gradativamente o atleta tem capacidade para bombear mais sangue com menos batimentos cardíacos.


Adepto às doses de uísque, happy hours e um bate bola com os amigos, o estressado empresário José Donizetti, 51, acumulava duas úlceras e 90 quilos –para 1,75 m– ao decidir mudar o estilo de vida, emagrecer e começar a correr. “Ao ver pessoas correndo no parque percebi que aquele era o esporte que eu queria para minha vida, mas não tinha idéia do mundo da corrida. Não sabia da existência de treinadores, assessorias, provas e achava que maratona era a São Silvestre.”


Ao fazer um check up para iniciar os treinos o empresário tinha todos os exames alterados. “O médico perguntou se eu comia graxa”, lembra. O início foi desgastante, tanto para o corpo, como na vida pessoal. “Ia para USP aos sábados muito cedo e sofria. Caminhava e trotava e me perguntava o que estava fazendo ali. Mas, no fundo, o sofrimento tinha gosto de desafio. Eu queria correr como as outras pessoas, nunca pensei em desistir. Minha mulher sentiu ciúmes e quis discutir a relação. Eu disse: ‘arrumei uma amante e o nome dela é corrida’. Após um ano ela começou a me acompanhar nas provas e hoje treina comigo.” Treino Longo e estável

O treinamento começa com caminhadas, depois trotes até que o indivíduo consiga correr sem parar por, pelo menos, 30 minutos. “Ninguém consegue correr direto, logo no início, é melhor caminhar rápido”, explica a explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, endocrinologista do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional).

Isso porque a queima de gordura precisa de pelo menos 30 minutos de exercício constante, num ritmo de leve a moderado, sem grandes oscilações da freqüência cardíaca.
“A freqüência cardíaca é muito individual. A exaustão de um atleta pode não ser igual a de outro. Com o exame ergométrico, é possível trabalhar na faixa de queima de gordura e evoluir à medida que o corpo ganha condicionamento”, diz Sérgio Garcia Stella, professor de educação física e doutor em obesidade pela Unifesp.



22% dos casos de doença cardíaca isquêmica (falta de sangue no coração, que provoca o enfarte) e entre 10% e 16% dos casos de câncer de mama, câncer de cólon e diabetes são causados pela falta de exercícios físicos, segundo a OMS.


A veterinária Maira Martins Passos, 28, que corre desde o ano passado, já queimou dez quilos nos treinos. Com 1,74 m de altura, ela pesa 97 quilos e quer perder mais 20.
“Eu sentia muito mais dor no joelho quando era sedentária. Hoje sou capaz até de completar 21 km! Mas meu ortopedista recomendou que eu corra apenas provas de 10 km, pelo menos enquanto eu não diminuir o peso”, explica Maira que em julho fez a Corrida do Inverno do Circuito das Estações Adidas. “Foi a primeira prova que corri inteira, sem caminhar”, conta.


O que importa na tomada de decisão é fazer avaliação da situação real que você se encontra e a partir dos resultados, traçar metas objetivas e seguir a risca. Siga os critérios prescritos e faça do treinamento uma rotina, um estilo novo de vida. Colherá bons e saudáveis frutos.

Fonte: Revista O2