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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Consumo de um cálice de vinho por dia só é benéfico acompanhado de exercícios

Pesquisa apresentada durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia desfaz mito sobre propriedades da bebida

02/09/2014 | 21h56
Consumo de um cálice de vinho por dia só é benéfico acompanhado de exercícios  Jonas Ramos/Especial
Foto: Jonas Ramos / Especial
Considerado fonte de saúde por antigas civilizações, o vinho teve suas propriedades reforçadas nos últimos anos por pesquisas que apontavam o consumo moderado da bebida como aliado no combate ao câncer e a problemas cardíacos. Pois é de um estudo científico da República Checa que vem uma má notícia aos apreciadores da bebida — ou, pelo menos, aos que são sedentários.

Apresentada durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que se encerra hoje, em Barcelona, na Espanha, a pesquisa sustenta que beber quantidades moderadas de vinho não traz benefícios para a saúde do coração, a não ser que o hábito esteja associado a uma rotina de exercícios físicos.

Ao longo de um ano, pesquisadores do Hospital Universitário de Olomouc estudaram os efeitos de beber tanto vinho tinto quanto branco em 146 pessoas que apresentavam risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Cada indivíduo tinha de manter um diário de seus hábitos de consumo, uso de medicamentos e quantidade e tipo de exercício que realizava. Os cientistas compararam os níveis de colesterol HDL (considerado o colesterol bom, que age eliminando depósitos de gordura no interior das artérias) nos participantes. O aumento do índice é um forte sinal de maior proteção contra doenças cardíacas.

— O vinho não teve qualquer impacto sobre os participantes como um todo, já que os níveis de HDL permaneceram os mesmos. O único resultado positivo e contínuo foi no subgrupo de pacientes que se exercitaram durante o período — explicou o cardiologista Milos Taborsky, autor do estudo.

O grupo que realizou atividades físicas apresentou aumento no colesterol HDL e queda no colesterol LDL. Quando este último está alto, pode gerar o acúmulo de placas de gordura no interior das artérias e, consequentemente, aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

Este é o primeiro estudo a longo prazo que comparou os efeitos do consumo moderado –segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), consumo moderado de vinho equivale a 200 ml para mulheres, 300 ml para homens, 5 vezes por semana, no máximo – de vinho tinto e branco sobre o colesterol e outros marcadores de aterosclerose, doença caracterizada pelo acúmulo de material gorduroso nas paredes das artérias.

— Combinar consumo moderado de vinho e exercício regular melhora marcadores de aterosclerose, sugerindo que somente esta combinação é protetora contra doenças cardiovasculares — concluiu Taborsky.

Chefe do serviço de Cardiologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Luis Eduardo Rohde explica que a crença de que o vinho traria benefícios vem de pesquisas metodologicamente limitadas. O especialista alerta ser preciso levar em consideração todos os riscos relacionados à ingestão de álcool:

— Esse estudo sugere que tomar vinho não aumenta o colesterol HDL e que não necessariamente a combinação entre exercício e vinho tem esse efeito. Pode ser reflexo apenas do exercício. Seria preciso presquisas posteriores.

Alerta a jovens acima do peso

O congresso também apresentou um alerta a jovens acima do peso. Uma equipe de pesquisadores alemães descobriu que crianças obesas enfrentam risco até seis vezes maior de desenvolver hipertensão do que aquelas com peso saudável. A pesquisa acompanhou 22 mil crianças e adolescentes por meio de medições de pressão, índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal.

Peter Schwandt, professor da Ludwig Maximilians University e líder da pesquisa, explicou que a prevalência de hipertensão arterial e obesidade em jovens continua a aumentar na maioria dos países de renda alta e média. Ele destacou a importância de exames simples e baratos que podem indicar os índices de gordura abdominal e alertar sobre os riscos de doenças.

Fonte:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2014/09/consumo-de-um-calice-de-vinho-por-dia-so-e-benefico-acompanhado-de-exercicios-4589576.html

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Musculação pode auxiliar o tratamento de doenças

 Exercício traz diversos benefícios também para a terceira idade 

A cirurgia parecia ser a única solução para Elizabeth Michels tratar a hérnia de disco que lhe provocava dores e limitava os movimentos. Ela mal conseguia caminhar e tomava tantos remédios que chegou a ter problema estomacal.

— Minha geriatra já havia recomendado operar — conta a aposentada de 77 anos, que também sofre de hipertensão e osteoporose.

Tudo começou a mudar um ano atrás, quando Elizabeth passou a fazer musculação como terapia, com acompanhamento médico e de educadores físicos. Os resultados foram tão expressivos que a rotina semanal de exercícios inclui, atualmente, além de duas horas de musculação e uma de pilates, caminhadas pela praia, passeios de bicicleta e tarefas domésticas antes impraticáveis por causa da dor, como varrer a casa.

— Eu era toda dura. Agora até dispensei a empregada. Tenho apenas uma faxineira uma vez por semana — comemora ela.

A evolução chamou a atenção do marido Waldomiro, 78 anos, que também entrou na musculação.

— Melhorou tudo — diz Elizabeth, dando risadas.

Segundo o fisiatra Paulo Lima, a musculação pode ser usada como tratamento complementar para diversas doenças, como hipertensão, osteoporose e problemas cardíacos.

— Os exercícios, se bem feitos, trazem benefícios até para casos de artrose — afirma.
Uma das vantagens da musculação é que ela pode ser feita de acordo com a capacidade física de cada um.

— A musculação pode ser mais suave do que caminhar — explica o reumatologista José Maria Santarém, pioneiro em fisiatria no país.

Fonte:  http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/noticia/2013/02/musculacao-pode-auxiliar-o-tratamento-de-doencas-4037545.html
  Foto: Jean Schwarz / Agencia RBS

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Água com gás: amiga ou obstáculo da dieta?


Compare os nutrientes e o potencial de hidratação com a água natural

Por Laura Tavares

O que é mais saudável: água natural ou água com gás? A primeira opção pode até parecer a melhor, já que tudo o que é "natural" costuma ser mais saudável. Mas será que a versão gaseificada realmente precisa ser excluída da sua alimentação? "De acordo com definições aplicadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a água gaseificada artificialmente é aquela que tem dióxido de carbono na composição e não pode ter a adição de outros componentes além desse', afirma a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Atual Nutrição, em São Paulo. A partir deste dado, descubra se você está ou não suscetível aos inúmeros mitos sobre a bebida respondendo o quiz a seguir:

1- A água com gás é menos saudável do que a água natural?  
Resposta: Não
Segundo a nutróloga Tamara Mazaracki, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a água com gás é tão saudável quanto a água natural. "Prefira sempre a versão mineral, com ou sem gás", recomenda. A água mineral com gás é mais rica em nutrientes, como cálcio, magnésio e potássio. Quanto ao sódio, vale ficar atento aos rótulos, já que a quantidade do nutriente varia drasticamente de marca para marca.

 2- A ingestão de água com gás deve ser controlada por:  
Resposta: Pessoas que sofrem de problemas gastrointestinais 
 "Pessoas portadoras de problemas como gastrites crônicas ou duodenites poderão irritar a mucosa gástrica se consumirem muita água com gás", alerta o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Ele sugere que você faça um teste e perceba se há alguma irritação. Mesmo sofrendo de disfunções gastrointestinais, algumas pessoas simplesmente não apresentam qualquer problema com o consumo de água com gás e outras sentem desconforto apenas se a ingestão for exagerada.   

3- Água com gás engorda ou incha? 
Resposta: Não
"A água com ou sem gás não possui calorias e, portanto, não engorda e nem incha", aponta a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Atual Nutrição. Se houver ingestão excessiva da bebida, entretanto, a pessoa pode sentir algum desconforto por conta do gás ou do excesso de líquido no corpo. Ainda assim, a sensação é passageira.  

4- A água com gás favorece o aparecimento da celulite?
 Resposta: Não 
De acordo com o nutrólogo Durval, a água com ou sem gás não favorece o desenvolvimento da celulite. "O que pode prejudicar a circulação e facilitar o aparecimento dos furinhos é o açúcar e o sódio", explica. Por isso, refrigerantes devem ser evitados na dieta, pois ou possuem muito açúcar ou, no caso da versão light, muito sódio.

 5- A água com gás hidrata tanto quanto a natural?
Resposta: Sim, o gás não afeta a capacidade de absorção do corpo
"Água é sempre água, portanto, o fato de conter gás não afeta a capacidade de absorção do corpo ou o seu potencial de hidratação", afirma o nutrólogo Durval. Mesmo assim, é sempre recomendável diversificar os meios de obtenção de líquidos. O hábito de você ingerir água com gás não deve excluir sucos e alimentos fontes de água da dieta.

6- A água com gás tem menos nutrientes do que a água natural?
Resposta: Não. Os nutrientes são os mesmos
A composição da água com gás é a mesma da água natural, esclarece a nutróloga Tamara. Há diferença de nutrientes apenas entre a água mineral e a água filtrada, com ou sem gás. "A água da torneira que passa pelo filtro pode conter alguma concentração de cloro, flúor e outros aditivos, que são usados no tratamento da água", diz. Já a água mineral engarrafada chega a ter até quatro vezes mais cálcio, magnésio e potássio. Entretanto, esses nutrientes podem ser obtidos de outras maneiras na dieta, como pela ingestão de leite.

Para ver o conteúdo original entre no link abaixo, os comentário estão muito bons.
http://yahoo.minhavida.com.br/alimentacao/testes/15387-agua-com-gas-amiga-ou-obstaculo-da-dieta

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Qual é a diferença entre o colesterol e os triglicérides?

Embora o colesterol e os triglicérides sejam lípides, mais conhecidos como gorduras, existem diferenças enormes entre eles.

Os triglicérides são formados a partir dos carboidratos - açúcares e massas - e armazenados nas células como reserva calórica, sendo utilizados para obtenção de energia nos períodos de privação de alimento. Seu excesso pode causar depósitos nos dutos pancreáticos, ocasionando doença inflamatória grave, a pancreatite.

O colesterol tem mecanismo mais complexo. É formado pela absorção das gorduras saturadas e do colesterol de origem animal e também produzido pelo próprio fígado. De extrema importância para o organismo, é a matéria-prima de hormônios e faz parte da composição da célula. As duas principais frações do colesterol são o LDL e o HDL, transportados na corrente sanguínea, ligados a uma proteína, a lipoproteína.

O LDL colesterol - colesterol de baixo peso molecular - é produzido no fígado, liga-se a essa lipoproteína e circula pelo organismo levando esse colesterol às células. Ele tem uma subfração de "LDL pequeno e denso" que, quando em excesso, sofre um processo de oxidação e passa a ser depositado nas paredes das artérias, dando origem às "placas moles", que podem progredir e formar placas mais estáveis, "placas duras", que se calcificam e dão origem à arteriosclerose e, conseqüentemente, a doenças arteriais, como o enfarte agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral.

Por outro lado, o HDL - colesterol de alta densidade - tem como função "retirar" o excesso do LDL colesterol, minimizando o depósito do LDL na parede das artérias. Quando o paciente apresenta níveis de LDL colesterol elevados e de HDL baixos, há maior probabilidade de formar placas nas artérias e, por conseguinte, doença arteriosclerótica. Já o baixo LDL e o HDL elevado são considerados fator de proteção.

Vale destacar que esses são fatores importantes na formação das placas nas artérias, mas não os únicos. O excesso de açúcar no sangue, como a diabete melito (tipo 2, adquirida com a idade), o tabagismo, a hipertensão e os fatores genéticos contribuem para a doença arteriosclerótica assim como, em menor grau, os triglicérides elevados, apesar de aumentarem a viscosidade sanguínea e facilitarem a sua coagulação.

Para manter níveis saudáveis de triglicérides e colesterol, são fundamentais mudança de hábitos alimentares e qualidade de vida. É preciso seguir dietas com pouca gordura saturada baixo colesterol moderadas em carboidratos ricas em fibras (reduzem a absorção de colesterol no intestino), legumes, vegetais e em óleos monossaturados ou polissaturados.

Quando não se consegue controlar os níveis de triglicérides por meio de hábitos como exercícios e dieta, exigem-se remédios para normalizar os distúrbios nos índices de LDL, HDL e triglicérides.
Por fim, todos com LDL colesterol alto precisam medir a função da tireóide, pois nos casos de hipotireoidismo - doença que ocasiona a baixa produção de hormônios e é vista como uma das causas de elevação dessa fração do colesterol - basta tratar a disfunção para resolver o problema.

14/04/2005 - Fitness - O Estado de S. Paulo - Geral
CONSULTOR: Ricardo Peres, endocrinologista e diretor do pronto-atendimento do Hospital Albert Einstein, São Pa

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Combate à hipertensão


Para hipertensos com excesso de peso, cada dois quilos emagrecidos representam uma significativa redução na pressão arterial.

Pode parecer pouco, mas a cada 2 quilos perdidos, pessoas com hipertensão têm uma redução de 3,7mmHg (milímetros de mercúrio) na chamada pressão máxima - sistólica - quando o coração se contrai; e de 2,7mmHg na pressão mínima, que é quando o coração se dilata (diastólica), de acordo com estudos recentes da revista Hypertension.

Estes números mostram a importância de adotar um estilo de vida mais saudável, mantendo um peso ideal através de uma boa dieta e da prática de exercícios físicos com regularidade, além de comprovar a relação cada vez mais forte da obesidade com a hipertensão.

Uma das etapas mais importante deste estudo realizada pela Pennington Biomedical Research Center, no Estado de Louisiana, Estados Unidos, contou com a participação de 810 hipertensos que estavam no estágio inicial da doença. Após 18 meses, aqueles que foram induzidos a uma dieta com redução de gordura e alta ingestão de frutas e verduras, além da prática de exercícios físicos, com a conseqüente perda de peso, tiveram a pressão arterial bastante reduzida. Para aqueles que emagreceram de 3,8 quilos a 4,3 quilos no período, a diminuição da pressão (sistólica e diastólica) ficou entre 8,6/6,0mmHg e 9,5/6,2mmHg.

Uma dieta rica em frutas, verduras e leite de baixa gordura pode reduzir em até 5,3 mmHg a pressão. E o sal ainda é um dos maiores inimigos dos hipertensos. O mesmo estudo demonstrou que a diminuição do sódio na alimentação é uma das principais causas da redução na pressão no sangue, com baixas de 1,9mmHg na sistólica e 1,1mmHG na pressão diastólica.

Já não é novidade que existe uma forte relação entre o excesso de peso e a obesidade com a hipertensão e as doenças cardiovasculares. Os riscos simplesmente dobram nos indivíduos com sobrepeso, tanto do sexo feminino como do masculino.

Nos Estados Unidos a preocupação é ainda maior, pois 66% da população adulta está acima do peso considerado ideal e, deste total, cerca de 40% possui hipertensão. Por essa razão, há uma iniciativa do Governo Federal norte-americano para aumentar em 50% a população adulta hipertensa que tem a pressão arterial sob controle.

Sobre a SBH: A Sociedade Brasileira de Hipertensão é uma Sociedade Civil sem fins lucrativos, que trabalha com o objetivo de estimular o intercâmbio de informações e a pesquisa (básica, clínica e epidemiológica) sobre a hipertensão arterial e as moléstias cardiovasculares entre cientistas e profissionais da saúde brasileiros.

Ela incentiva jovens cientistas e médicos a desenvolverem pesquisas em hipertensão arterial, além de educar sobre os aspectos da hipertensão e as moléstias cardiovasculares. Promove ainda a detecção, o controle e a prevenção da hipertensão e outros fatores de risco cardiovascular na população brasileira.

Cuide de sua saúde. Você é o que você come!

Fonte: www.educacaofisica.com.br

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Levantamento de peso e musculação podem ajudar hipertensos, dizem estudos

Músculos mais fortes diminuem esforço do coração para bombear sangue.
Para começar os exercícios, contudo, é bom consultar um médico.

Anahad O’Connor Do ‘New York Times’

Será que levantar peso é ruim para a pressão sanguínea? Sabe-se que exercícios aeróbicos regulares podem melhorar a circulação e reduzir a pressão do sangue. Porém, o que dizer da musculação?

Durante anos, pessoas com hipertensão foram alertadas a não praticar o esporte, pois os médicos temiam que picos de pressão sanguínea, provocados durante o levantamento de peso vigoroso, pudessem causar problemas perigosos e, no longo prazo, aumentar a pressão. No entanto, estudos não oferecem muitas evidências em relação a isso. Nos últimos anos, grandes pesquisas descobriram o contrário: a musculação reduz a pressão sanguínea, pois, com músculos mais fortes, exige-se menos do coração para as atividades do dia-a-dia.

Por exemplo, uma análise, publicada no periódico “Hypertension”, observou 11 exames clínicos comparando 182 adultos praticantes de musculação várias vezes por semana e 138 não praticantes deste tipo de exercício. No geral, o estudo descobriu que a musculação diminuiu a pressão sanguínea sistólica (o maior número num exame de pressão) em até 2%, e a pressão diastólica em cerca de 4% - pequenos benefícios capazes de melhorar enormemente a saúde cardiovascular.

Outro relatório da American Heart Association, publicado na revista científica “Circulation”, revelou que apenas duas ou três sessões de levantamento de peso por semana – com exercícios de flexões e pressões – eram suficientes para diminuir a pressão sanguínea.

A associação afirma que o treinamento de resistência pode também beneficiar pacientes cardíacos, mas recomenda uma consulta inicial com um médico, para orientação.

Portanto, o levantamento de peso pode diminuir a pressão sanguínea.

Fonte: http://tribunapopular.wordpress.com/2009/04/22/levantamento-de-peso-e-musculacao-podem-ajudar-hipertensos-dizem-estudos/

quarta-feira, 22 de abril de 2009

TREINAMENTO DE FORÇA PARA HIPERTENSOS

Aline Silva de Mello
Hércules Passos Ximenes


RESUMO
O objetivo desta revisão bibliográfica é confirmar que o exercício físico provoca alterações fisiológicas nos sistemas corporais, inclusive no sistema cardiovascular. Os níveis tensionais sobem durante o exercício, porém, sabe-se que o mesmo realizado de forma sistemática contribui para a redução da pressão arterial, tanto de forma crônica quanto de forma aguda, promovendo saúde ao ser humano. Além disso, pretende-se mostrar também os benefícios do treinamento de força para hipertensos baseado em informações do I Consenso Nacional de Reabilitação Cardiovascular e estudos da pressão arterial, freqüência cardíaca e duplo produto em exercícios de repetições máximas e exercícios aeróbios onde ficou constatado menor stress miocárdico com exercícios de força. Outro estudo com idosos mostrou o aumento do VO2 máx dos mesmos com o treinamento de força, além disso, ficou comprovado também que hipertensos controlados reduziam a pressão arterial de forma aguda com exercícios em cicloergômetro a 75% da FC máx. Esses estudos são comparados aos de outros pesquisadores para um maior suporte das afirmações contidas nesta revisão.