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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

DIETA SEM GLÚTEN EMAGRECE MESMO? NUTRICIONISTA ESCLARECE AS PRINCIPAIS DÚVIDAS


Por Thamires Tancredi às 07h00
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Se você andou espiando algumas capas de revistas sobre boa forma nos últimos meses, certamente deve ter deparado com alguma famosa que “secou” graças à famigerada “dieta sem glúten”. A proteína vegetal, encontrada em grãos como trigo, cevada, aveia, malte e derivados, virou vilã do dia para a noite com base na ideia de que seria responsável por aumentar a gordura abdominal e causar aquela desagradável sensação de inchaço. Será mesmo?
Para jogar uma luz sobre a questão, Donna convidou a nutricionista Alessandra Godoy para responder algumas das principais dúvidas que envolvem o consumo do glúten. Confira:
Glúten faz mal para a saúde?
Depende!
Se você for celíaco ou apresentar qualquer tipo de intolerância ou sensibilidade ao nutriente, sim. Mas, se você não tiver predisposição alguma contrária ao consumo de alimentos com glúten, não há por que tirar a substância da sua dieta.
— Quando um celíaco ingere o glúten em forma de pizza, pão ou biscoito, por exemplo, o organismo não o reconhece como um alimento, e sim como uma agressão — explica a nutricionista.
Acontece que o intestino de quem tem a doença não consegue absorver nutrientes como ferro, ácido fólico, vitaminas B12, A, D, E, K e zinco. Mais: se ingerida pelo celíaco, a substância pode ser o pontapé inicial de outras reações, como dores abdominais, diarreia, inchaço, anemia e fadiga. Autoimune, a doença celíaca afeta uma a cada 133 pessoas nos Estados Unidos, de acordo com um estudo realizado em 2003 no Centro de Pesquisas Celíacas da Universidade de Maryland.
— Há também quem relate algum desconforto ao incluir no cardápio alimentos que contenham glúten, mas que não seja necessariamente um celíaco diagnosticado clinicamente. Nestes casos, é preciso um acompanhamento com o médico para identificar a causa do problema — aconselha Alessandra.

Glúten engorda?
Não!
O que acontece é que a proteína está presente em alimentos que, via de regra, costumam ser bem calóricos, como biscoitos, massas, pães e pizzas – ou seja, tudo o que é feito com trigo. O emagrecimento, quando ocorre, se dá não porque você tirou o glúten da dieta, mas sim porque excluiu os itens citados das refeições – junto com todas as suas muuuitas calorias.
— Até existem autores que defendem essa ideia errônea, mas a ciência nega qualquer relação do glúten com o ganho de peso — afirma a profissional. — O glúten está presente em alimentos que são fontes de carboidratos, fibras e vitaminas, fundamentais para uma alimentação equilibrada. É o carboidrato que nos dá energia para fazer o metabolismo funcionar.
Quer mais uma prova de que a substância, por si só, não é sinônimo de quilos a mais? Pão de queijo, uma das delícias mais desejadas por quem está em dieta, não contém glúten e é uma das opções mais calóricas do cardápio. O mesmo vale para a batata frita, que também é livre da proteína.
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Alimentos sem glúten são menos calóricos?
Não!
Não se engane: o rótulo “gluten free” não representa menos açúcar, menos gorduras ou sequer menos quilos na balança. Na maior parte dos casos, estes produtos têm o mesmo número de calorias ou até mais do que os tradicionais.
Um estudo publicado no periódico American Journal of Gastroenterology, em 2006, mostra que 81% dos celíacos que adotaram uma dieta livre da substância ganharam peso. Ou seja: simplesmente trocar os alimentos tradicionais por versões livres de glúten não traz benefício algum para quem não é celíaco ou intolerante.

Fonte:
 http://revistadonna.clicrbs.com.br/2014/08/21/dieta-sem-gluten-emagrece-mesmo-nutricionista-esclarece-as-principais-duvidas/

domingo, 6 de abril de 2014

TREINAMENTO FUNCIONAL

Perca peso, ganhe massa muscular, coordenação motora, agilidade, flexibilidade, equilíbrio e resistência com o Treinamento Funcional.



Mas exija um professor de Educação Física. 
Nenhuma outra profissão tem permissão para isso.

BOM TREINO!

Conheça os benefícios do treinamento funcional para entrar em forma

Exercício acaba com monotonia dos treinos e trabalha o corpo de maneira completa

 O nome já diz tudo: "treinamento funcional é como são chamados os exercícios que treinam o corpo para as funções que ele foi originalmente destinado a realizar como andar, correr e outras tarefas do dia a dia", explica o educador físico Marco Rodrigo Vieira, da academia Cia. Athletica. Em alguns movimentos o esforço fica por conta do peso do próprio corpo - que serve de resistência aos exercícios -, em outros, acessórios como a bola suíça, as faixas elásticas e o minitrampolim podem assumir o mesmo papel. 

 O treinamento funcional agrega o trabalho de diferentes habilidades em um único exercício. Por exemplo: é possível trabalhar a força, o equilíbrio e a flexibilidade de uma vez só. Para iniciar não é necessário já ser adepto de atividades físicas, qualquer um pode praticar- desde que tenha aval médico. Empolgado para começar? Então confira todos os benefícios que o treinamento funcional pode proporcionar ao seu corpo e mãos à obra.
Leia mais no link abaixo
http://www.minhavida.com.br/fitness/galerias/16653-conheca-os-beneficios-do-treinamento-funcional-para-entrar-em-forma

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Batata doce: fonte de energia para a prática esportiva

Giovana Guido Por: Nutricionista Giovana Guido
Atleta fitness da categoria BIKINI - IFBB/SP
batata doce
A batata doce é uma ótima fonte de carboidrato saudável e atua na produção de energia para pessoas fisicamente ativas. Muitas pessoas ainda trocam a batata doce com a tradicional batata inglesa, achando que o valor nutricional destas é o mesmo.
Se pensarmos no quesito calorias, realmente o valor das duas é bem parecido, porém, o diferencial está no índice glicêmico (velocidade em que um alimento fonte de carboidrato vira glicose no sangue ao ser digerido e absorvido). A melhor opção para consumo são os carboidratos de baixo índice glicêmico, afinal, não causam tantos picos de insulina e promovem maior saciedade. A batata doce é um exemplo disso.

A diferença da batata doce

Ela possui um índice glicêmico de 77 contra um de 118 da batata inglesa, ou seja, a glicose proveniente da digestão da batata doce entra lentamente na circulação, enquanto a da batata inglesa entra rapidamente, podendo aumentar acúmulo de gordura e risco de hipoglicemia (aquela sensação de cansaço e fome que vem toda hora). A batata doce é como se fosse uma versão integral da batata normal.
Então, planeje sua alimentação com vários carboidratos de digestão lenta e deixe os de rápida digestão para o período pós-exercício.

sábado, 23 de março de 2013

Hierarquia da Perda de Gordura


Este artigo foi retirado do blog do meu colega Prof. Marcus Lima.
http://limatreinamento.blogspot.com.br/2013/03/hierarquia-da-perda-de-gordura.html?spref=fb 
É indicado para profissionais da area e foi escrito há algum tempo pelo Alwyn Cosgrove que é tido como um dos papas quando o assunto é perda de gordura lá na America do Norte, aos amigos que desejam ler a versão original em inglês aqui está o link.
Apreciem a leitura.


 Hierarquia da Perda de Gordura
Alwyn Cosgrove

Tempo para Perda de Gordura
"Perda de gordura é uma guerra total. Dedique-se a isso por 28 dias, somente 28 dias. Ataque com tudo que tiver. Não é uma escolha de estilo de vida, é uma batalha. Perca gordura e então volte a moderação. Aqui está outra para você: Moderação. A Bíblia diz isso melhor: "Seja morno e eu te vomitarei".
Moderação é para mulherzinha."

Dan John (lenda)

Eu venho treinando pessoas há um bom tempo. Sou dono de uma academia que possui vários treinadores treinando muitas pessoas. A despeito de todos os atletas com os quais trabalhei através desses anos, de longe, a maior solicitação de meus clientes tem sido a perda de gordura.
Eu tenho feito mais dinheiro com o mercado de perda de gordura do que com qualquer outro grupo de clientes. Através dos anos, meus métodos tem evoluído e tem sido refinados pelo que vejo na academia. Colocando de forma simples, se eu puder tirar 10 kg de gordura do meu cliente mais rápido do que a concorrência, eu terei uma maior demanda para meus serviços.

Tenho escrito vários artigos sobre perda de gordura e respondido inúmeras questões em relação a este tópico. Uma delas, que recebe muito, é esta:
- Eu (INSIRA qualquer nome aqui) estou tentando perder gordura. Como faço isso sem perder (INSIRA músculo/força/velocidade/etc. aqui).

Basicamente, powerlifters querem continuar a praticar seu esporte, atletas de MMA querem continuar lutando e fisiculturistas amadores desejam manter sua massa muscular, ENQUANTO perdem gordura. O medo de que isso cause um impacto negativo na performance por não focá-la, durante um curto espaço de tempo, é infundado.
Penso que sempre que tentamos perseguir 2 objetivos simultaneamente tendemos a comprometer resultados. Isto porque normalmente temos um recurso limitado: tempo. Se o objetivo é perda de gordura, então o melhor é usar uma abordagem de treinamento periodizada com uma fase específica de perda de gordura (Ex: 4 semanas, 8 semanas, etc...) quando o foco é exclusivamente a perda de gordura.
No longo prazo isso sempre renderá melhores resultados do que tentar equilibrar dois objetivos ao mesmo tempo.

Por exemplo: um powerlifter tentando descer de classe de peso ou emagrecer, será melhor servido se deixar temporariamente de treinar o seu esporte por um período de tempo, focar-se em emagrecer e então voltar ao treino de powerlifting. Ao fazer isso, não irá cair na espiral de tentar manter seus levantamentos e emagrecer ao mesmo tempo. Um programa de treinamento que inclua um período de 8 semanas de treino duro de emagrecimento, seguido por um período de 8 semanas de treino específico de powerlifting provavelmente renderá melhores resultados, ao invés de tentar alcançar os 2 objetivos simultaneamente durante as 16 semanas.

Com nossos clientes regulares e conosco normalmente temos um tempo extremamente limitado. A maioria de nós consegue treinar apenas 3 ou 4x por semana. Com isto em mente, com o tempo sendo um fator limitante, como maximizamos a perda de gordura? Existe uma hierarquia de técnicas de perda de gordura? Acredito que exista.

"A informação apresentada é minha opinião, baseada em aproximadamente 25 anos de experiência de treinar pessoas, comunicação com vários colegas em minha área e o desejo incessante de auto-melhora e desejo de aumentar a magnitude do sucesso de meus clientes. Não estou aqui para discutir a minha versus a sua opinião. Por favor faça perguntas. Explicarei meu ponto de vista mas provavelmente não mudarei de opinião".

Eu não tenho 25 anos de experiência (somente 17), mas eu sinto como se fossem. Aqui estão minhas idéias.



A Hierarquia da Perda de Gordura


1 - Nutrição Correta.

Não existe praticamente nada que possa ser feito para contornar uma má dieta (N.T: na realidade ele usou a expressão dieta de merda - crappy diet - não quis ser tão agressivo :) Você simplesmente tem de criar um déficit calórico enquanto come proteínas e gorduras essenciais suficientes. NÃO HÁ como contornar isso.
2 - Rever item 1.
Sim, é realmente importante assim. Vários treinadores defendem a ideia de que a diferença entre treinar para o ganho de massa muscular e treinar para a perda de gordura é a dieta. Penso que isso é uma simplificação enorme, mas reforça o quão importante e efetiva é a nutrição em relação ao seu objetivo principal.
3 - Atividades que queimam calorias, mantém/promovem massa muscular e elevam o metabolismo.
Penso que é bastante óbvio que o grosso de calorias que queimamos é determinada pela nossa Taxa Metabólica de Repouso ou TMR. O total de calorias queimadas além da taxa metabólica de repouso (através do exercício, efeito térmico dos alimentos, etc...) é uma contribuição menor ao total de calorias queimadas por dia.
Também podemos aceitar que a TMR é grandemente influenciada por quanto músculo temos no corpo - ou quão duro eles trabalham - Portanto, adicionar atividades que promovam ou mantenham a massa muscular fará com que a massa muscular trabalhe mais duro e eleva a taxa metabólica. Esta será nossa prioridade de treinamento número 1 ao desenvolver programas de perda de gordura.
4 - Atividades que queimam calorias e elevam o metabolismo.
O próximo nível da programação de perda de gordura seria uma atividade similar. Ainda estamos procurando atividades que comam calorias e aumentem o EPOC.
EPOC (Exercise Post Oxygen Consumption), (N.T: em português, Consumo de Oxigênio Pós Exercício)  é definido cientificamente como "o retorno da taxa metabólica de volta aos níveis de repouso" e "pode requerer alguns minutos no caso de um exercício leve e várias horas no caso de um treino intervalado mais pesado".
Essencialmente, estamos procurando por atividades que nos mantenham queimando mais calorias após a sessão de exercícios.
5 - Atividades que queimam calorias mas não necessariamente mantém a massa muscular ou elevam o metabolismo.
Esta é a "cereja do bolo", adicionada em atividades que irão queimar calorias adicionais, mas não necessariamente contribuem ou aumentam o metabolismo. Esta é a menos efetiva ferramenta em seu arsenal, já que não promove muita queima fora da sessão de exercícios primária.
Coloquemos as atividades de nosso continuum de perda de gordura juntas, em termos de nossa hierarquia de treinamento progressiva.
5 Fatores para o Treino de Perda de Gordura
1 - Treino Metabólico de Resistência.
(N.T: Treinamento contra resistência, treinamento resistido, muitos sinônimos para designar a mesma coisa: treinamento com pesos)

Basicamente estaremos usando o treinamento contra resistência como pedra angular de nosso programa de perda de gordura. Nosso objetivo é trabalhar forte cada grupo muscular frequentemente e em uma  intensidade que crie um "distúrbio metabólico" maciço ou "depois da queima" (N.T: Essa é uma expressão que o Cosgrove usa com frequência, no original em inglês a palavra é Afterburn, no português fica meio esquisito mesmo), que deixa o metabolismo elevado por várias horas após a sessão de exercícios.
Alguns estudos suportam isso:
Este estudo, usou um protocolo de treinamento em forma de circuito, que consistia de 12 séries realizadas em 31 minutos. O EPOC foi significativamente elevado por até 38 horas pós-exercício.
Trinta e oito horas são um intervalo de tempo bastante significativo para a elevação do metabolismo, se você treinou de 9 até 10 horas da manhã de segunda-feira, ainda estará queimando mais calorias (sem treinar) até meia noite de terça.
Podemos juntar a isso uma sessão adicional de treinamento, dentro dessas 38 horas? Não há nenhuma pesquisa feita nesse sentido, mas eu tenho estudos de caso suficientes para acreditar que podemos.
Outro estudo:
Sujeitos acima do peso foram divididos em 3 grupos: somente dieta, dieta mais aeróbicos, dieta mais aeróbicos e treino de força. O grupo da dieta perdeu 6,62 kg de gordura em 12 semanas. O grupo dieta+aeróbicos perdeu 450 gramas (1 libra) a mais que o primeiro grupo (7,07 kg), o treino era realizado 3x por semana, iniciando com 30 minutos, progredindo para 50 minutos no decorrer das 12 semanas.
O grupo dieta+aeróbicos+pesos perdeu 9,57 kg de gordura (44% e 35% mais do que os grupos 1 e 2 respectivamente). Basicamente, a adição do exercício aeróbico não resultou em nenhuma modificação significativa na perda de gordura quando comparado ao grupo que só fez dieta.  
36 sessões de treino de até 50 minutos é um monte de trabalho para menos de meio quilo de perda de gordura adicional. No entanto, a adição do treino de força, acelerou bastante os resultados de perda de gordura.
Mais um:
O grupo aeróbico desempenhou 4 horas de exercício por semana. O grupo do treino de resistência (N.T: treinamento com pesos) desempenhou 2 a 4 séries de 8 a 15 repetições, 3x por semana.
O VO2 máx aumentou igualmente nos 2 grupos. Ambos perderam peso. O grupo do treino de resistência perdeu significativamente mais gordura e não perdeu nada de massa magra, mesmo ingerindo somente 800 calorias diárias (a razão pela qual a ingestão calórica era tão baixa se deve ao fato de se poder eliminar qualquer variável relacionada a dieta, e comparar somente o efeito do regime de exercícios sobre a massa magra e o metabolismo).
O grupo do treino de resistência na realidade aumentou  o metabolismo quando comparado ao grupo aeróbico, que diminuiu o metabolismo. Parece que o treino de resistência é um stress mais significativo para o corpo do que uma dieta de fome (N.T:  A tendência ao se praticar uma dieta de tão baixa ingestão calórica é de que o metabolismo desacelere para "poupar" energia, um mecanismo de autopreservação).
Em minha experiência, um treinamento do corpo em sua totalidade, em formato de circuito, supersérie, ou tri-set (com exercícios que não compitam entre si) em uma faixa de repetições que produza ácido lático (e force o limiar de ácido lático) parece criar a maior demanda metabólica. Faz sentido que ao treinar pernas, costas e peitoral juntos por exemplo, se queime mais calorias e eleve mais o metabolismo do que uma abordagem de treinamento que isole cada uma dessas partes.
A faixa de repetições que parece funcionar melhor está entre 8 a 12, embora um número de repetições maior funcione em uma população menos treinada.
Para um powerlifter ou um fisiculturista avançado, fazer um esforço máximo ou um levantamento pesado com baixas repetições é mais do que suficiente para manter os níveis de força atuais.
Exemplos:
Powerlifter
- Exercício 1: Agachamento (esforço máximo até 3 repetições máximas).
- Trabalho Metabólico.
Fisiculturista
Sequência de Exercícios:
- 1A: Supino, 2-3 séries de 4-6 repetições
- 1B: Remada, 2-3 séries de 4-6 repetições
- Trabalho Metabólico.
2 - Treinamento Anaeróbico Intervalado de Alta Intensidade.
O segundo "ingrediente" chave na programação de perda de gordura é o Treinamento Intervalado de Alta Intensidade (N.T: No original em inglês: High Intensity Interval Training ou HIIT). Penso que os leitores do T-Nation conhecem bem os benefícios do treino intervalado. Isso queima mais calorias do que um trabalho em ritmo constante e eleva o metabolismo significativamente, mais do que outras formas de trabalho cardiovascular. 
O estudo que foi um marco em termos de treinamento intervalado é este:
Este estudo comparou 20 semanas de trabalho de endurance (N.T: Para não complicar as coisas, deixei o termo em inglês endurance, porque a tradução seria resistência. E traduzi o termo resistance, que designa o termo com pesos, como resistência). 
Custo energético do treino de endurance = 28661 calorias
Custo do treino intervalado = 13614 calorias
O grupo de treino intervalado mostrou uma perda de gordura subcutânea nove vezes maior do que o grupo de endurance (quando corrigido para o custo energético).
Leia novamente. Caloria por caloria, o grupo de treino intervalado perdeu nove vezes mais gordura total.
Porque? Talvez seja o EPOC, uma autoregulação da atividade enzimática de queima de gordura ou G-Flux (N.T: relação entre ingestão e gasto de energia). Eu não ligo. Eu sou cara do mundo real. Se o grupo do treino intervalado tivesse perdido a mesma quantidade de gordura do grupo de endurance, teríamos o mesmo resultado em menos tempo. Isso significa que o treinamento intervalado é a melhor ferramenta em seu arsenal de perda de gordura.
3 - Treinamento Aeróbico Intervalado de Alta Intensidade.
A próxima ferramenta que iremos inserir é essencialmente um método de menor intensidade. Iremos usar intervalos aeróbicos.
Esse estudo examinou o treino aeróbico intervalado de alta intensidade e sua influência na oxidação das gorduras. Resumindo, sete sessões de treinamento ao longo de 2 semanas, induziram um significativo aumento na capacidade dos músculos e do corpo inteiro de oxidar ácidos graxos durante o exercício em mulheres moderadamente ativas. Em termos leigos, o treino intervalado parece "autoregular" as enzimas que queimam a gordura.
Basicamente isto significa que podemos queimar mais gordura em outras atividades como resultado de sua inclusão.
Meu colega Alan Aragon disse-me uma vez: "Preocupar-se a respeito de quanta gordura é queimada durante o exercício é equivalente a preocupar-se quanto músculo é construído durante o exercício". Em outras palavras, a utilização do substrato durante o exercício não é uma variável importante no quadro geral da perda de gordura, o total de calorias consumidas sim.
4 - Treinamento Aeróbico de Alta Intensidade em Steady State
A ferramenta número quatro é apenas um trabalho cardiovascular mais intenso. Agora estamos apenas queimando calorias, não estamos treinando forte o suficiente a fim de aumentar o EPOC significativamente, ou fazer qualquer coisa além da sessão em si. Mas calorias ainda contam, queimar 300 ou mais calorias por dia irá somar.
(N.T: Steady State: Creio que uma boa opção de tradução seria Estado Contínuo, por ser um termo a que estamos acostumados a usar deixei no original em inglês mesmo.)
5 - Treinamento Aeróbico de Baixa Intensidade em Steady State
Apenas alguma atividade, como caminhar no parque por exemplo. Não irá queimar muitas calorias, não irá aumentar a massa muscular e nem o EPOC.
Não existe muitas pesquisas mostrando que o treinamento aeróbico de baixa intensidade resulte em muita perda de gordura adicional na verdade, mas você terá de se esforçar para realmente me convencer de que se movimentar mais irá machucá-lo quando estiver em modo "ataque a gordura".
Colocando tudo junto: Gerenciamento do Tempo.
Você irá notar que talvez sejam recomendações opostas ao que se lê tipicamente na mídia. Normalmente recomendações para perda de gordura se iniciam com aeróbicos de baixa intensidade, progredindo para aeróbicos de alta intensidade e então o treino intervalado. Finalmente quando se está "em forma" se recomenda o treinamento resistido. 
Minha abordagem para a perda de gordura maciça é o ataque de um ângulo completamente oposto as normas. Se você é um fisiculturista profissional, então tem um tempo extra para adicionar algum tipo de trabalho cardio e fazer um pouco de trabalho extra para ficar magro. Um cliente típico com família e um emprego, raramente pode dispor de tempo extra, portanto devemos olhar para o treino da maneira mais eficiente e focar no tempo disponível primeiro, então planejar o treino baseado nisso.
Se houver 3 horas por semana disponíveis, use somente #1: Treinamento Metabólico Resistido
Podem ser 3 sessões de 1 hora ou 4 sessões de 45 minutos. Parece não importar muito.
No entanto, uma vez que se tenha 3 horas por semana de treinamento resistido para o corpo todo, na minha experiência não tenho visto um efeito adicional em termos de perda de gordura fazendo mais do que isso. Meu palpite é que a este ponto, a regeneração se torna uma preocupação e a intensidade é prejudicada.
Este tipo de treino envolve combinações, superséries, tri-sets, circuitos, EDT (Escalating Density Training), combinações com kettlebell, etc.
Se houver 3-5 horas por semana disponíveis, use #1 e #2: Treino com Pesos mais Trabalho Intervalado de Alta Intensidade.

Neste ponto, qualquer trabalho adicional normalmente é feita sob a forma de treinamento intervalado de alta intensidade, procurando queimar mais calorias e elevar o EPOC.
Treinamento intervalado é como colocar suas economias em uma aplicação financeira de alto retorno. Aeróbicos de baixa intensidade é como escondê-las debaixo do colchão. Ambas funcionarão, mas o retorno que você terá é radicalmente diferente.
Se houver 5-6 horas por semana disponíveis, adicione #3: Treinamento Aeróbico Intervalado.
Intervalos aeróbicos entram nesse ponto porque ainda mantém uma alta intensidade, maior do que o trabalho contínuo (steady state) portanto queimam mais calorias. Parece existir um benefício de oxidação das gorduras e a recuperação será mais fácil do que se adicionássemos mais trabalho anaeróbico.
Se houver 6-8 horas por semana disponíveis, adicione #4: Treinamento Aeróbico de Alta Intensidade em Steady State.

Se você não está perdendo um monte de gordura com 6 horas de treino semanal, então eu daria uma boa olhada em sua dieta. Se está tudo em ordem, mas precisamos aumentar um pouco a perda de gordura (Ex: para uma sessão de fotos, uma reunião da antiga turma do 2º grau, etc.) então adicionaremos algum trabalho cardio pesado - uma corrida longa ou uma pedalada com a frequência cardíaca a 75% ou mais.
Porque não fazer tanto disto quanto possível então?
Bem, o objetivo é queimar o máximo de calorias que pudermos sem causar um impacto negativo na intensidade de nossas atividades de prioridade mais alta. 
Se houver mais tempo disponível ainda, eu adicionaria #5: Treinamento Aeróbico de Baixa Intensidade em Steady State.
Penso que estou entrando na terra dos contos de fada a este ponto. Não imagino que a maioria de nós tenha mais do que 8 horas de treino disponível por semana. Mas se tivermos, é neste ponto que qualquer atividade adicional irá ajudar a queimar calorias, o que nunca é uma coisa ruim.
Um monte de lutadores tem usado esta atividade a fim de ajudar a manter o peso. Isto funciona porque queima calorias, mas não os deixa cansados possibilitando que façam seu treinamento de força, trabalho com um sparring, trabalho técnico, etc. 
Este é o segredo da adição desta atividade: Apenas se Mova, ponha seu corpo em movimento, e queime algumas calorias adicionais - mas não faça nada muito pesado que vá inibir a recuperação e afetar de forma negativa nosso treino prioritário.
As pesquisas e as experiências práticas não mostram mudanças expressivas com a inclusão deste tipo de atividade; no entanto, penso que tudo tem o seu lugar. LEMBRE-SE, isto é uma hierarquia de treinamento e se este tipo de atividade é o quinto na lista é por uma boa razão.
Caras espertos chamam isto de NEAT - Non Exercise Activity Thermogenesis
(N.T: Atividade Termogênica não Induzida por Exercício, creio que seria uma tradução razoável. NEAT é o gasto energético para tudo o quanto fazemos exceto comer, dormir e nos exercitarmos)
Eu chamo de se mover um pouco mais do que o normal.

Resumo
Tenha em mente que tudo que dissemos aqui é que treino mais pesado funciona melhor do que treino mais leve. Simples assim.
Para concluir, eu concordo com o treinador Dan John. Ataque a gordura com ardor e com um único objetivo em mente.
A melhor forma de fazer isto é com um ataque total, implementando a hierarquia que eu descrevi acima.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Água com gás: amiga ou obstáculo da dieta?


Compare os nutrientes e o potencial de hidratação com a água natural

Por Laura Tavares

O que é mais saudável: água natural ou água com gás? A primeira opção pode até parecer a melhor, já que tudo o que é "natural" costuma ser mais saudável. Mas será que a versão gaseificada realmente precisa ser excluída da sua alimentação? "De acordo com definições aplicadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a água gaseificada artificialmente é aquela que tem dióxido de carbono na composição e não pode ter a adição de outros componentes além desse', afirma a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Atual Nutrição, em São Paulo. A partir deste dado, descubra se você está ou não suscetível aos inúmeros mitos sobre a bebida respondendo o quiz a seguir:

1- A água com gás é menos saudável do que a água natural?  
Resposta: Não
Segundo a nutróloga Tamara Mazaracki, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), a água com gás é tão saudável quanto a água natural. "Prefira sempre a versão mineral, com ou sem gás", recomenda. A água mineral com gás é mais rica em nutrientes, como cálcio, magnésio e potássio. Quanto ao sódio, vale ficar atento aos rótulos, já que a quantidade do nutriente varia drasticamente de marca para marca.

 2- A ingestão de água com gás deve ser controlada por:  
Resposta: Pessoas que sofrem de problemas gastrointestinais 
 "Pessoas portadoras de problemas como gastrites crônicas ou duodenites poderão irritar a mucosa gástrica se consumirem muita água com gás", alerta o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Ele sugere que você faça um teste e perceba se há alguma irritação. Mesmo sofrendo de disfunções gastrointestinais, algumas pessoas simplesmente não apresentam qualquer problema com o consumo de água com gás e outras sentem desconforto apenas se a ingestão for exagerada.   

3- Água com gás engorda ou incha? 
Resposta: Não
"A água com ou sem gás não possui calorias e, portanto, não engorda e nem incha", aponta a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Atual Nutrição. Se houver ingestão excessiva da bebida, entretanto, a pessoa pode sentir algum desconforto por conta do gás ou do excesso de líquido no corpo. Ainda assim, a sensação é passageira.  

4- A água com gás favorece o aparecimento da celulite?
 Resposta: Não 
De acordo com o nutrólogo Durval, a água com ou sem gás não favorece o desenvolvimento da celulite. "O que pode prejudicar a circulação e facilitar o aparecimento dos furinhos é o açúcar e o sódio", explica. Por isso, refrigerantes devem ser evitados na dieta, pois ou possuem muito açúcar ou, no caso da versão light, muito sódio.

 5- A água com gás hidrata tanto quanto a natural?
Resposta: Sim, o gás não afeta a capacidade de absorção do corpo
"Água é sempre água, portanto, o fato de conter gás não afeta a capacidade de absorção do corpo ou o seu potencial de hidratação", afirma o nutrólogo Durval. Mesmo assim, é sempre recomendável diversificar os meios de obtenção de líquidos. O hábito de você ingerir água com gás não deve excluir sucos e alimentos fontes de água da dieta.

6- A água com gás tem menos nutrientes do que a água natural?
Resposta: Não. Os nutrientes são os mesmos
A composição da água com gás é a mesma da água natural, esclarece a nutróloga Tamara. Há diferença de nutrientes apenas entre a água mineral e a água filtrada, com ou sem gás. "A água da torneira que passa pelo filtro pode conter alguma concentração de cloro, flúor e outros aditivos, que são usados no tratamento da água", diz. Já a água mineral engarrafada chega a ter até quatro vezes mais cálcio, magnésio e potássio. Entretanto, esses nutrientes podem ser obtidos de outras maneiras na dieta, como pela ingestão de leite.

Para ver o conteúdo original entre no link abaixo, os comentário estão muito bons.
http://yahoo.minhavida.com.br/alimentacao/testes/15387-agua-com-gas-amiga-ou-obstaculo-da-dieta

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DO CAFÉ DA MANHÃ


 

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Você já deve estar cansado de ouvir isso: café da manhã é realmente a refeição mais importante do dia. Mas, muitas pessoas ainda estão perdendo ou deixando de fazer seu desjejum! Você é um dos mais de 150 milhões de pessoas que não fazem o café da manhã? Ou sua ideia de café da manhã é um café e um bolo ou ainda o pão francês com café preto? Se assim for, então siga estas dicas para começar a consumir um desjejum perfeito.
 Há várias razões principais para começar cada dia com uma refeição nutritiva pela manhã:
1. O café da manhã estimula o metabolismo. Ao iniciar o seu dia com carboidratos complexos saudáveis (FIBRAS), juntamente com proteínas magras, você irá aumentar a queima de calorias, acelerando o seu metabolismo. Então, você realmente DEVE comer para perder peso!
2. Pessoas com hábito de realizar o desjejum são mais magras. As pessoas que tomam café da manhã estão mais propensas a manter o peso saudável do que aqueles que não o fazem. Pesquisas mostram que cerca de 78% das dietas bem sucedidas possuem o café da manhã como uma das principais refeições, em comparação com apenas 4% que raramente comem no período da manhã. Por quê isso acontece? Pessoas que não costumam realizar o desjejum geralmente passam horas sem se alimentar, gerando um excesso de fome na próxima refeição associada ao consumo de grandes porções e alimentos ricos em calorias. Um café da manhã realizado de forma adequada pode mantê-lo longe de comer em excesso no final do dia.
3. O café da manhã fornece o “combustível” para iniciar o seu dia. Consumir uma refeição matinal equilibrada irá ajudá-lo a realizar suas atividades melhor no seu dia a dia, tanto mentalmente quanto fisicamente.
Como construir um desjejum em 3 passos
Passo 1 – Proteína
Um estudo publicado recentemente mostrou que comer mais proteínas no café da manhã pode ajudar não ter compulsões durante o dia, ou seja, a comer menos nas próximas refeições, e reduzir o consumo de alimentos “não saudáveis”. Boas fontes de proteína incluem ovos, iogurte desnatado e queijos magros (ricota, cottage, queijo branco), e proteínas do pão integral.
Passo 2 – Cereais integrais
Grãos integrais são responsáveis pela energia que você precisa para alimentar sua manhã e o resto do dia, mais fibras devem ser consumidas para promover a saciedade e controlar a fome. Boas fontes são: pão integral com pelo menos 3 g de fibra, cereais integrais, farinha ou flocos de aveia, quinua, linhaça, amaranto em flocos, granola sem açúcar, entre outros.
Passo 3 – Frutas e vegetais
Todos nós precisamos aumentar o consumo de frutas e vegetais, e café da manhã é o momento perfeito para consumirmos algumas porções destes alimentos na dieta. Eles irão proporcionar ao nosso organismo vitaminas e sais minerais, fibras e antioxidantes.

domingo, 8 de julho de 2012

ATIVIDADE FÍSICA EM JEJUM

Autor: Paulo Gentil 


 No combate à gordura, todas as armas parecem atraentes, desde as práticas mais simples até as mais sacrificantes, como os treinos em jejum. A realização de exercícios antes do café da manhã já era pregada há muito tempo.

Jejum e cérebro

O cérebro é um órgão extremamente ativo, apesar de constituir cerca de 2% da massa total de um adulto, ele é responsável por quase 15% de nosso gasto energético de repouso, em torno de 7,5 vezes mais que os outros tecidos. Tamanha demanda metabólica é devida principalmente à condução de impulsos nervosos, pela bomba de sódio-potássio. Por que estou tocando nesse assunto? Porque, em condições normais, esta demanda energética é suprida pela glicose sangüínea, e supõe-se que o jejum possa afetar negativamente o metabolismo cerebral.



 Em condições normais os níveis sangüíneos de glicose ficam em torno de 80-90 mg/100 ml. Quando permanecemos em jejum, inicia-se a gliconeogênese, com mobilização das reservas de carboidratos do fígado. Ocorre, em seguida, o catabolismo das proteínas que são diretamente utilizadas pelos tecidos ou convertidas em glicose. Após esta fase de utilização de proteínas e carboidratos, prioriza-se finalmente a mobilização da gordura...


Leia o artigo inteiro em: http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_exibe1.asp?cod_noticia=867



segunda-feira, 12 de março de 2012

DICAS NUTRICIONAIS PARA EMAGRECER E GANHAR MASSA MUSCULAR

Encontrei um blog com ótimo conteúdo para frequentadores de academias.
É o blog da Giovana Guido - Nutricionista Esportiva de Jundiaí-SP
  • Graduada pela Universidade São Judas Tadeu
  • Especialista em Nutrição Clínica & Metabolismo pela Universidade Gama Filho

  • Especialista em Nutrição Esportiva pela Universidade Gama Filho
Lá você encontra artigos e vídeos sobre emagrecimento, ganho de massa muscular, alimentação saudável, suplementos, e mais.

Veja alguns links que recomendo:
- Como aumentar disposição e energia no dia-dia?
http://nutricionistagiovanaguido.wordpress.com/2011/10/06/como-aumentar-energia-e-disposicao-no-dia-a-dia/

-Como eliminar gordura abdominal? Nutricionista Giovana Guido http://www.youtube.com/watch?v=SNbepW6ziJA&feature=related

- Qual o melhor suplemento alimentar para aumentar massa muscular?
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=m7kBW6nsKGo

Dá uma olhada.

Abraço

sábado, 28 de janeiro de 2012

Chia é a semente que elimina gordura

Chia existe nas versões em grãos, farinha e óleo; tem efeito superior ao da linhaça no papel de combater a fome e desintoxicar o organismo






O que é

Originária do México, a chia é uma semente que foi muito consumida por civilizações antigas, principalmente por quem precisava de força e resistência física.

Composição

Entre os principais componentes está o ômega 3 - em teor mais elevado do que o encontrado na linhaça. também tem fibras, cálcio, magnésio, potássio e proteína.

Ajuda a perder peso porque...

Segundo a nutricionista Flávia Cyfer, a chia age em três frentes distintas que auxiliam no emagrecimento:

· Causa saciedade: "suas sementes são mucilaginosas, ou seja, ricas em fibras. ao entrarem em contato com a água, formam um gel no estômago. diante dessa reação, a digestão torna-se mais lenta. Assim, o indivíduo fica satisfeito mais rapidamente e, então, passa a consumir porções menores".

· Combate inflamação: "a gordura é resultado de um processo inflamatório do organismo, que deixa de enviar mensagens de saciedade ao cérebro. Com isso, perde-se o controle sobre a fome a ponto de comer e nunca se sentir satisfeita. O ômega 3 presente no grão combate essa inflamação, ajudando o corpo a recuperar o controle sobre o apetite".

· Desintoxica: "a fibra regula o trânsito intestinal e limpa o organismo por meio das fezes".

Outros benefícios

Além de ajudar o corpo a entrar em forma, a chia colabora na redução do colesterol, controla a glicemia, ajuda na formação óssea, previne o envelhecimento precoce e melhora a imunidade do organismo.

Saiba mais (como consumir) no link: http://mdemulher.abril.com.br/dieta/reportagem/dietas/chia-semente-elimina-gordura-637198.shtml

sábado, 24 de setembro de 2011

Estudos mostram que passar horas malhando pode até engordar

IARA BIDERMAN
FOLHA DE SÃO PAULO

Se já é chato perceber que as longas horas passadas na academia não consumiram um grama do seu peso, descobrir que o treino pode engordar é péssimo.

A pior hipótese foi comprovada na Universidade de South Wales, na Austrália. O estudo conduzido pelo médico Steve Boutcher, do programa de pesquisas em exercícios, comparou dois grupos de 45 mulheres com 20 anos e um pouco acima do peso.

As do grupo que fez um treino curto (20 minutos) de alta intensidade na bicicleta perderam em média 2,5 quilos em 15 semanas. As que treinaram por 40 minutos, pedalando em velocidade regular e contínua, ganharam 500 gramas no período.

Outro trabalho, da Universidade do Oeste da Escócia, comparou os resultados obtidos com o treino curto intenso e o tradicional, longo e moderado, em 57 adolescentes, concluindo que o segundo leva sete vezes mais tempo para reduzir a gordura.

Para ter uma amostra maior, pesquisadores do Waikato Institute of Technology e da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, juntaram 22 estudos sobre o tema. O levantamento mostrou que a perda de gordura é até duas vezes maior na atividade de alta intensidade feita por curtos períodos.

Há dois anos, o advogado Sergio José dos Santos, 38, combinou boca fechada com treinos curtos e intensos para perder 20 dos 106 quilos que tinha na época. Atingiu seu objetivo.

Já mais magro, o advogado mudou a maneira de malhar: começou a passar várias horas na academia, fazendo exercícios menos puxados de forma contínua, por um tempo maior.

"Eu gostava, saía muito disposto. Mas comecei a ganhar peso de novo. Parece que você se acostuma com o exercício, e o organismo estoca gordura de qualquer coisa que você come", diz ele, que há 20 dias voltou aos treinos de menor duração e maior intensidade. "Já estou emagrecendo", afirma.

A malhação mais longa e moderada pode ser engordativa porque deixa a pessoa com muito mais fome quando acaba de treinar, levando-a a exagerar na comida sem perceber.

MAIS FOME
Cientistas da Universidade de Munique sugerem que a culpa é do aumento da secreção de um hormônio chamado grelina, que desperta a sensação de fome no cérebro. Eles identificaram que a secreção desse hormônio aumenta bastante na atividade de longa duração. Nos treinos curtos, os níveis de grelina permanecem estáveis: aquela vontade de enfiar o pé na jaca não é despertada depois do exercício.

"O treino intervalado de alta intensidade queima muito mais gordura do que ficar horas na esteira em atividade moderada", diz o professor de educação física Carlos Klein, da consultoria Movimente-se, de São Paulo.

Treino o quê? Intervalado, porque combina o exercício feito por alguns segundos quase no limite da capacidade máxima da pessoa (um "tiro" de corrida, por exemplo), seguido de descanso por mais ou menos o dobro de tempo.

Na pesquisa neozelandeza, foram pedaladas rapidíssimas por oito segundos, seguidas de 12 segundos de descanso.

A disputa para definir qual tipo de treino queima mais gordura não é nova. Até pouco tempo, a conclusão era a oposta: ficar mais tempo se exercitando em intensidade moderada era o canal para emagrecer.

Isso porque, como a gordura é fonte de energia lenta, seria preciso treinar mais e em menor intensidade para usá-la como combustível.

Na atividade de alta intensidade, a gordura também é mobilizada, só que em menor proporção comparada aos carboidratos. Mesmo assim, o gasto total é maior, diz Mauro Guiselini, mestre em educação física pela USP.

A estratégia para treinar quase à exaustão é intercalar atividade e descanso. "Ninguém aguenta muito tempo", diz Saturno de Souza, diretor-técnico da Bio Ritmo.

A vantagem é que, assim, a queima de gordura continua por mais tempo no pós-exercício, segundo Guiselini.

"Para perder um quilo você precisa gastar 7.000 calorias a mais do que as consumidas", diz o médico Turíbio Leite de Barros, da Unifesp.

"O aluno come bolo de chocolate com chantili, mas o prejuízo não se paga em duas horas de esteira."

Um erro clássico é fazer horas de aeróbico, nada de musculação e eliminar carboidratos da dieta. "Aí o corpo usa proteína como fonte de energia e perde massa muscular. Qualquer carboidrato ingerido será transformado em gordura", diz Guiselini.

Leite de Barros diz que o treino intervalado e intenso é menos monótono do que o "devagar e sempre".

Outra vantagem, para o ator Gustavo Fernandes, 34, são os resultados. "Passar horas na academia não funcionou para mim." Há nove meses, faz o treino curto e focado, três vezes por semana. "Estou quase no peso."

O arquiteto Reynaldo Rosemberg, 44, tem experiência semelhante. "Eu treinava cinco vezes por semana, ficava uma hora na esteira. Agora, faço aeróbico de 20 minutos e perco muito mais calorias."

Muito bom, mas se esse treino emagrece mais, também machuca mais: aumenta o risco de tendinite, lesão articular, inflamações. "Na velocidade, é mais comum a pessoa fazer o exercício na postura errada, prejudicando toda a organização do corpo", alerta Leite de Barros.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/976013-estudos-mostram-que-passar-horas-malhando-pode-ate-engordar.shtml

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DICAS ESSENCIAIS PARA TURBINAR SEU EMAGRECIMENTO

Por:
OSVALDO NETO
Mestrando em Farmácia (Produtos Naturais)
Especialista em Fitoterapia
Especialista em Nutrição Esportiva
Nutricionista da equipe de treinamento do professor Waldemar Guimarães
Contato: (047) 33619105 – 88495532 – 78127751 – 96*48944
E-mail: osvaldo_rosarioneto@hotmail.com



Um programa de atividade física intenso e consistente prescrito pelo melhor treinador do mundo é apenas metade do caminho para se chegar ao topo da forma física, objetivo este que varia de pessoa para pessoa. Um dos objetivos mais buscados em minha rotina de consultório é a fórmula mágica para redução de gordura corporal. Quero deixar bem claro que se alguém estiver com esta fórmula mágica favor me encaminhar, pois ainda estou na busca incessante. Alguns profissionais prescrevem uma associação de drogas que inicialmente parecem milagrosas, mas são apenas paliativas, pois ao término você recupera o dobro do peso corporal perdido e seu organismo ainda se torna resistente aos medicamentos. Sinto informar, mas o milagre ainda consiste em mudanças na alimentação e em um programa de atividade física bem elaborado somado a sua determinação com o objetivo final. Segue abaixo algumas dicas essenciais para associar ao seu treinamento e contribuir realmente para o sucesso na sua perda de gordura corporal.

1) Para que ocorra redução de gordura corporal o fator mais importante é gastar mais calorias do que consumi-las. Entretanto, você deve estar certo de realmente estar queimando gordura e não massa muscular, por isso sua ingestão de macronutrientes torna-se crítico. Músculos são compostos de proteínas, ou seja, a ingestão da mesma é essencial. No processo de redução de gordura corporal a ingestão de proteína não deve ser reduzida. Com um consumo adequado ou aumentando de proteínas e gorduras saudáveis como ômega e gorduras monoinsaturadas, não há necessidade de grandes quantidades de carboidrato, isso porque nosso organismo tem a capacidade de converter proteínas e gorduras em carboidratos, ou seja, para redução de gordura corporal o primeiro passo é reduzir a quantidade de carboidratos e manter ou elevar o consumo de proteínas. Este método auxilia a manter baixos os níveis de insulina, ótima forma de potencializar a oxidação lipídica.

2) Sugere-se aproximadamente três a quatro gramas de proteínas por quilograma de peso corporal, dois ou menos gramas de carboidrato e um grama de gordura. Procure um nutricionista para adequar sua dieta nestes valores. Lembre-se que cada metabolismo tem suas peculiaridades, ou seja, estes valores podem variar de pessoa para pessoa.

3) Indivíduos em dietas de restrição de carboidratos costumam reclamar da falta de energia e disposição para treinar e efetuar as atividades diárias. Isto realmente ocorre na primeira semana e no máximo se estende até a terceira semana, afinal nosso organismo é adaptado com o carboidrato sendo a fonte primária de energia e após o início de uma dieta com redução de carboidratos nosso corpo aumenta a produção de enzimas envolvidas na queima de gordura e este processo se torna primário e mais eficiente. Suplementos a base de cafeína, pimenta e guaraná são ótimas alternativas para o período inicial a fim de aumentar a disposição de energia.

4) É importante ressaltar que estas dietas com baixo teor de carboidratos não devem ser realizadas por muito tempo, caso contrário reduzem seus níveis de leptina assim como o gasto energético durante o dia. Além disso, a fome aumentará substancialmente. Para que isto não ocorra é essencial realizar o DIA DO LIXO, que lhe permite 2 refeições “livres” no final de semana, sem exageros.

5) Temperos verdes, pimenta, mostarda, alho e gengibre são ótimas opções para temperar suas refeições. A pimenta inclusive auxilia no processo de queima de gordura. “Ketchup” e molho barbecue são péssimos condimentos para quem busca definição corporal. O sal também pode ser utilizado com moderação, mas é interessante reduzi-lo alguns dias antes de ir à praia ou realizar uma sessão de fotos, por exemplo.

6) Prefira alimentos frescos, principalmente devido a quantidade maior de vitaminas, minerais e fibras. Alimentos industrializados, embutidos e enlatados em geral possuem uma quantidade aumentada de sódio e/ou açúcar e prejudicam sua forma física.

7) Faça suas refeições de três em três horas a fim de manter seu metabolismo acelerado. Quanto maior o intervalo entre as refeições maior o acúmulo de gordura quando as realizam.

Em relação aos carboidratos, deve-se dar preferência aqueles com baixo índice glicêmico (aveia, batata doce, grãos e cereais integrais entre outros). Um dos carboidratos mais problemáticos é a frutose, açúcar encontrado nas frutas e que se transforma em glicose no fígado. Contudo, quando a reserva de glicogênio está saturada ela é convertida em gordura. Por isso ressalto nos cursos e avaliações o cuidado com o consumo excessivo de frutas e suco natural quando o objetivo é perda de peso corporal, afinal além de calóricos se transformam facilmente em gordura. Bebidas com baixa ou sem calorias ótimas opções.

9) Os carboidratos de alto índice glicêmico (suco de laranja, pão branco, batata inglesa, arroz branco entre outros) devem ser utilizados somente em pequenas quantidades após o treino com o shake de proteínas a fim de auxiliar na síntese protéica. Vale ressaltar que o aminoácido leucina exerce papel de carboidrato no shake pós-treino quando se há necessidade de cortar radicalmente o carboidrato, mas a quantidade deve ser no mínimo de 5 gramas para que eleve consideravelmente a insulina.

Fonte: http://http//www.waldemarguimaraes.com.br/?p=3156

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Emagrecimento sem saúde – não entre nessa enrascada



De tempos em tempos aparece algum remédio “milagroso” que promete ser o sonho de quem quer conquistar um corpo esbelto. A bola da vez é o “Victoza”, medicamento para diabetes que vem sendo usado por muitas pessoas, muitas vezes por recomendações médicas, inclusive, para auxiliar no emagrecimento.

Não se engane: a ideia de emagrecer sem esforços e rapidamente é mito. Fazer loucuras para perder peso pode ter um consequências sérias para o seu organismo.

Como funciona?
O Victoza é um remédio novo, lançado em 2009, produzido para o uso de portadores de diabetes tipo 2. Ele contém uma substância chamada liraglutide, que atua na ação do pâncreas, modulando a insulina e o hormônio glucagon, e, consequentemente, auxiliando no tratamento da doença.

Essa mesma substância atua no sistema nervoso central, dando a impressão de saciedade, o que acaba diminuindo a vontade de comer. Desta forma, os diabéticos perdem peso por comerem menos do que comeriam sem o remédio.

Efeitos colaterais
Descrevendo assim o efeito parece promissor, mas é preciso tomar muito cuidado. Segundo nota oficial expedida pela Anvisa sobre o Victoza, não há estudos ou pesquisas que "comprovem qualquer grau de eficácia" para "redução de peso e tratamento de obesidade". Além disso, a própria bula do remédio informa que, sendo um medicamento recente no mercado, é possível que ocorra “eventos adversos e imprevisíveis” durante sua uilização.

Algumas dessas reações adversas já foram apresentadas por muitos pacientes. De acordo com a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), durante a fase de pesquisas do Victoza, pessoas obesas e não diabéticas tiveram perda de peso média de 7kg, mas pagaram um preço alto por isso. Os principais efeitos colaterais foram: cefaleia, náuseas, vômitos e diarreia, que se atenuaram com o uso contínuo. Os casos mais graves, os pacientes apresentaram sintomas de pancreatite (inflamação do pâncreas), desidratação, alteração da função renal e distúrbios da [glândula] tireoide, como nódulos e casos de urticária.

Para a endocrinologista Rosana Radominski, presidente da Abeso, a propaganda acerca deste novo remédio é muito prejudicial, pois provoca uma corrida de pessoas aos consultório, interessadas somente na receita para conseguir o medicamento, e não em realmente cuidar melhor da saúde. “Isso ocorreu recentemente com o Rimonabanto (Acomplia) – a pílula da barriga”, lembra Rosana. “O paciente já chegava ao consultório pedindo a medicação. Temos que ter um pouco mais de paciência e de bom senso”, afirma.

Por isso é sempre bom lembrar que, para emagracer da forma correta, é preciso cuidar também do estilo de vida. Exercícios físicos e dieta balanceada são sempre uma opção melhor para perder peso do que a utilização de remédios que podem trazer grandes riscos à sua saúde.


Fonte: http://br.mulher.yahoo.com/emagrecimento-sem-sa%C3%BAde-%E2%80%93-n%C3%A3o-entre-nessa-enrascada.html

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Os mitos e tabus do abdômen

Gostei desta postagem do Prof. Cezar Giovanini Neto, retirada da revista Muscle in Form, sobre mitos e tabus do abdomen. São perguntas frequentes.

Confira no link: http://fitnesslevadoaserio.blogspot.com/2011/05/os-mitos-e-tabus-do-abdomen.html

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Carboidrato ajuda a emagrecer!!!

Concordo com a Nutricionista Michelle Ferreira de Simone.
Nada de fazer dieta sem caboidrato.



Mais informações sobre dieta e carboidrato no blog da Dr. Michelle:
http://minutry.blogspot.com/


Abraço

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Anvisa proíbe venda da Caralluma em todo o paí


Utilizada como inibidor de apetite, a Caralluma Fimbriata não poderá ser mais comercializada no Brasil.

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgada ontem, 21, proíbe a fabricação, distribuição, manipulação, comércio e uso no território nacional.

A medida de suspensão de uso da Caralluma Fimbriata é diretamente dirigida à população, a quem a Anvisa recomenda que abandone o consumo desse produto. Segundo a Agência, a composição não foi analisada e que, por isso, são desconhecidos os efeitos adversos que podem trazer à saúde humana. Os profissionais da saúde não sabem o que o fitoterápico pode provocar no organismo.

Em Criciúma, o composto natural já atraía adeptos. Na Farmácia Ávila, cerca de cem frascos, cada um com 60 cápsulas, eram vendidos por mês. “Tudo começou na internet, onde ocorreu a maior divulgação e logo em seguida já recebemos clientes”, explicou a vendedora da Ávila, Michele Nunes. Desde ontem, após a determinação da Anvisa, a farmácia já suspendeu a venda dos produtos.

Saiba mais:
A Caralluma Fimbriata é um tipo de cacto encontrado naturalmente em regiões da Arábia, África, Índia, sul da Europa e Afeganistão. É uma planta muito conhecida entre as pessoas por suas propriedades medicinais, conhecida na Índia pelo nome de “famine food”, comida da fome, pois teria sido utilizada pelos povos nativos da região por séculos como supressor do apetite e da sede.

Redação/Profª orientadora Marli Vitali (SC0903JP)

Fonte: http://www.portalsatc.com/site/

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Diminuir o consumo de carboidratos refinados é essencial para o emagrecimento


Alimentos como biscoitos, bolos, tortas doces e salgadas, pizzas e pães feitos com farinha branca são a perdição de muita gente. Tais alimentos possuem carboidratos de rápida absorção, os quais estimulam o estoque na forma de gordura, principalmente na região abdominal. Por isto, uma das estratégias para quem quer perder peso é reduzir o consumo dos mesmos. Estudo publicado esta semana no New England Jornal of Medicine comprova justamente isto. Durante a pesquisa 772 famílias européias foram acompanhadas por 8 semanas. Foi proposta uma dieta hipocalórica para cada um dos indivíduos. As dietas diferenciavam-se da seguinte forma:

Tipo 1 - Pouca proteína (13% das calorias) e dieta com alto índice glicêmico (rica em carboidratos refinados)

Tipo 2 - Pouca proteína (13% das calorias) e dieta com baixo índice glicêmico.

Tipo 3 - Muita proteína (25% das calorias) e dieta com baixo índice glicêmico

Tipo 4 - Muita proteína (25% das calorias) e dieta com alto índice glicêmico

Tipo 5 - Dieta hipocalórica padrão sem nenhuma restrição quanto ao tipo de carboidrato

Foi observado que 548 adultos (71% da amostra inicial) conseguiu seguir a dieta sendo que o grupo 3 foi o mais bem sucedido. O pior resultado foi dos participantes do grupo 1, sendo que foi o grupo que mais ganhou peso após o término do período de estudo. Os pesquisadores concluíram que um modesto aumento na quantidade de proteínas na dieta e a redução dos carboidratos de alta absorção é uma estratégia fundamental para a perda e para a manutenção do peso perdido.

Outra etapa do estudo envolveu as crianças destas famílias. O estudo a ser publicado na revista Pediatrics mostrou que as crianças que seguiram o mesmo padrão dietético dos pais com a dieta do tipo 3 normalizaram o peso, mesmo que não tenham contado calorias. Isto porque carboidratos de baixo índice glicêmico e proteínas conferem mais saciedade do que carboidratos de absorção rápida, o que fez com que as crianças diminuíssem o consumo de calorias ao final do dia.

Para saber mais: Thomas Meinert Larsen, Stine-Mathilde Dalskov, Marleen van Baak, Susan A. Jebb, Angeliki Papadaki, Andreas F.H. Pfeiffer, J. Alfredo Martinez, Teodora Handjieva-Darlenska, Marie Kunešová, Mats Pihlsgård, Steen Stender, Claus Holst, Wim H.M. Saris, Arne Astrup. "Diets with High or Low Protein Content and Glycemic Index for Weight-Loss Maintenance.". N Engl J Med, 2010; 363:2102-2113, Publicado online no dia 25/11/2010.

Retirado do blog: http://andreiatorres.blogspot.com/

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dieta = Estresse?


Pesquisas recentes mostram que entrar e sair de dietas geram compulsão alimentar, ansiedade e até sintomas de abstinência. A troca de alimentos muito saborosos (ricos em gordura, sal, açúcar) por outros com sabor menos pronunciado porém mais saudáveis pode causar um ciclo de consumo excessivo alternados com um consumo baixo na tentativa de manter ou perder o peso ganho. O problema não é apenas este, a retirada de alimentos causa reações no cérebro similares à abstinência de drogas, com dores de cabeça estresse e um comportamento alimentar inadequado. Para os pesquisadores quanto mais este comportamento se repete pior. Por isto eles não recomendam os dias livres, por exemplo nos finais de semana, quando a dieta abandonada e entram a pizza, os doces, bebida alcoólica...
Na pesquisa, os pesquisadores dividiram os camundongos em dois grupos. O primeiro recebia a mesma ração todos os dias. O segundo grupo recebia 5 dias de ração e cinco dias de outra ração (mais doce). A quantidade de comida não foi regulada em nenhum grupo, ou seja, os camundongos podiam comer o quanto quisessem. Os dois grupos de camundongos apresentaram comportamentos alimentares diferentes. Quando a ração era sempre a mesma os animais comeram menos e evitavam situações estressantes. Quando a dieta era alternada, os animais consumiam maiores quantidades durante os períodos com maiores quantidades de açúcar e produziam menos o fator liberador de corticotropina, um peptídio relacionado à medo, ansiedade e estresse. Apesar de muitas perguntas permanecerem sem respostas, o estudo ajuda a explicar o porque das dietas io-io não funcionam e não contribuem para a perda de peso. O cérebro estressado sempre procurará alimentos que promovam maior conforto. Por isto, fazer dieta não é a solução. O que precisamos é adotar um hábito saudável por toda a vida.

Para saber mais:
Zorrilla et al. CRF system recruitment mediates dark side of compulsive eating. Proceedings of the National Academy of Sciences, November 9, 2009.

Imagem: http://downto150.blogspot.com/