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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Escolhas saudáveis reduzem o risco de derrame em até 80%


Um novo guia para a prevenção do acidente vascular cerebral (derrame) foi publicado na revista Stroke. No derrame isquêmico uma veia se rompe no cérebro interrompendo o fluxo sanguíneo para o órgão. Já no derrame hemorrágico uma veia se rompe fazendo com que o cérebro seja inundado por sangue. Nos dois tipos de derrame sequelas podem ocorrer impactando negativamente a coordenação motora, os movimentos, a memória ou a fala de forma isolada ou combinada. A prevenção requer medidas que incluem:

- Não fumar;

- Diminuir o consumo de gordura na dieta;

- Aumentar o consumo de frutas e verduras, variando bem o cardápio;

- Consumir álcool com moderação;

- Manter o peso corporal dentro dos limites considerados saudáveis;

- Praticar uma atividade física com regularidade;

- Consultar seu médico mantendo os exames periódicos em dia.

Fonte: Goldstein LB, Cheryl D. Bushnell, M.H.S.; Robert J. Adams; Lawrence J. Appel, M.P.H.; Lynne T. Braun; Seemant Chaturvedi; Mark A. Creager; Antonio Culebras; Robert H. Eckel; Robert G. Hart; Judith A. Hinchey; Virginia J. Howard; Edward C. Jauch; Steven R. Levine; James F. Meschia; Wesley S. Moore; J.V. (Ian) Nixon; and Thomas A. Pearson. "Guidelines for the primary prevention of stroke: A guideline for healthcare professionals from the American Heart Association/American Stroke Association". Stroke Journal 2010.

Retirado do blog: http://andreiatorres.blogspot.com/

Diminuir o consumo de carboidratos refinados é essencial para o emagrecimento


Alimentos como biscoitos, bolos, tortas doces e salgadas, pizzas e pães feitos com farinha branca são a perdição de muita gente. Tais alimentos possuem carboidratos de rápida absorção, os quais estimulam o estoque na forma de gordura, principalmente na região abdominal. Por isto, uma das estratégias para quem quer perder peso é reduzir o consumo dos mesmos. Estudo publicado esta semana no New England Jornal of Medicine comprova justamente isto. Durante a pesquisa 772 famílias européias foram acompanhadas por 8 semanas. Foi proposta uma dieta hipocalórica para cada um dos indivíduos. As dietas diferenciavam-se da seguinte forma:

Tipo 1 - Pouca proteína (13% das calorias) e dieta com alto índice glicêmico (rica em carboidratos refinados)

Tipo 2 - Pouca proteína (13% das calorias) e dieta com baixo índice glicêmico.

Tipo 3 - Muita proteína (25% das calorias) e dieta com baixo índice glicêmico

Tipo 4 - Muita proteína (25% das calorias) e dieta com alto índice glicêmico

Tipo 5 - Dieta hipocalórica padrão sem nenhuma restrição quanto ao tipo de carboidrato

Foi observado que 548 adultos (71% da amostra inicial) conseguiu seguir a dieta sendo que o grupo 3 foi o mais bem sucedido. O pior resultado foi dos participantes do grupo 1, sendo que foi o grupo que mais ganhou peso após o término do período de estudo. Os pesquisadores concluíram que um modesto aumento na quantidade de proteínas na dieta e a redução dos carboidratos de alta absorção é uma estratégia fundamental para a perda e para a manutenção do peso perdido.

Outra etapa do estudo envolveu as crianças destas famílias. O estudo a ser publicado na revista Pediatrics mostrou que as crianças que seguiram o mesmo padrão dietético dos pais com a dieta do tipo 3 normalizaram o peso, mesmo que não tenham contado calorias. Isto porque carboidratos de baixo índice glicêmico e proteínas conferem mais saciedade do que carboidratos de absorção rápida, o que fez com que as crianças diminuíssem o consumo de calorias ao final do dia.

Para saber mais: Thomas Meinert Larsen, Stine-Mathilde Dalskov, Marleen van Baak, Susan A. Jebb, Angeliki Papadaki, Andreas F.H. Pfeiffer, J. Alfredo Martinez, Teodora Handjieva-Darlenska, Marie Kunešová, Mats Pihlsgård, Steen Stender, Claus Holst, Wim H.M. Saris, Arne Astrup. "Diets with High or Low Protein Content and Glycemic Index for Weight-Loss Maintenance.". N Engl J Med, 2010; 363:2102-2113, Publicado online no dia 25/11/2010.

Retirado do blog: http://andreiatorres.blogspot.com/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Massagem cardíaca é mais eficaz sem respiração boca a boca

Estudo busca melhorar as chances de sobrevivência das vítimas de ataque cardíaco

A massagem cardíaca realizada durante um ataque do coração é mais eficiente sem a respiração boca a boca, revela um estudo publicado nesta terça-feira pelo Journal of the American Medical Association (JAMA)

A conclusão faz parte de um programa iniciado no Arizona, em 2005, com o objetivo de melhorar as chances de sobrevivência das vítimas de ataque cardíaco.

"Este programa analisou a ação de pessoas comuns e de membros dos serviços de emergência médica e concluiu que é preferível limitar as interrupções, necessárias para se realizar o boca a boca, durante as compressões no peito", destacam o pesquisadores no relatório do estudo.

O trabalho foi realizado entre janeiro de 2005 e dezembro de 2009, com 4.415 pessoas com ao menos 18 anos que sofreram ataque cardíaco longe do hospital.

Deste total, 2.900 (65,6%) não receberam qualquer auxílio durante o ataque, 666 (15,1%) foram submetidos à RCP convencional e 849 (19,2%), apenas à massagem cardíaca.

A taxa de sobrevivência com alta hospitalar foi de 5,2% para quem não recebeu RCP, de 7,8% para os submetidos à RCP convencional (com respiração boca a boca) e de 13,3% para quem obteve apenas massagem cardíaca.


Será ????

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Atividade física neutraliza gene da obesidade

A obesidade é uma desordem de origem multifatorial com componentes genéticos e ambientais fortemente envolvidos. O gene FTO rs9939609 está associado ao ganho de peso, gordura corporal, maior IMC e circunferência da cintura. Cada cópia a mais do mesmo neste gene pode elevar o peso em até 1,5kg.
Afim de averiguar o impacto da atividade física em indivíduos que possuíam o mesmo, foi realizada uma pesquisa com 752 adolescentes. Entre os mesmos 37% não possuíam o gene, 47% possuíam uma cópia do mesmo e 16% possuíam duas cópias.
O interessante no estudo foi que os adolescentes que faziam pelo menos 1 hora de atividade física diária conseguiam manter o peso ou ganhavam quantidades muito pequenas, como se não tivessem nenhuma mutação genética, o que demonstra que o ambiente é fundamental para a saúde, mesmo quando a genética não favorece. Ou seja, nada de botar a culpa na herança genética. Está na hora de malhar!

Jonatan R. Ruiz; Idoia Labayen; Francisco B. Ortega; Vanessa Legry; Luis A. Moreno; Jean Dallongeville; David Martinez-Gomez; Szilvia Bokor; Yannis Manios; Donatella Ciarapica; Frederic Gottrand; Stefaan De Henauw; Denes Molnar; Michael Sjostrom; Aline Meirhaeghe; for the HELENA Study Group. Attenuation of the Effect of the FTO rs9939609 Polymorphism on Total and Central Body Fat by Physical Activity in Adolescents: The HELENA Study. Arch Pediatr Adolesc Med, 2010; 164 (4): 328-333.

Fonte: http://www.apka.org/wordpress/wp-content/uploads/2009/11/Atletas_mirins_na_disputa_LuizDoro.jpg">http://www.apka.org/wordpress/wp-content/uploads/2009/11/Atletas_mirins_na_disputa_LuizDoro.jpg

Retirado do Blog: http://andreiatorres.blogspot.com/

sábado, 3 de abril de 2010

Alto consumo de fosfato aumenta o risco de câncer


De acordo com novo estudo publicado no Cancer Prevention Research, uma dieta rica em fosfatos aumenta o risco de câncer de pele em 50%. O fosfato é um nutriente essencial à saúde óssea e à produção de energia porém o excesso pode ocasionar a divisão inadequada de células. O consumo de fosfato aumentou muito nos últimos 30 anos em decorrência de aditivos químicos utilizados tanto na forma de agrotóxicos como pela indústria. Os fosfatos são encontrados em carnes processadas (presunto, salsicha, linguiça, mortadela, presunto), refrigerantes e bolos e biscoitos, afim de aumentar a durabilidade dos produtos. Outra pesquisa, realizada em 2009 na China, mostrou que o risco de câncer de pulmão também aumenta com o maior consumo de fosfato.


Fonte: http://andreiatorres.blogspot.com/2010/03/alto-consumo-de-fosfato-aumenta-o-risco.html

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Proteína e ganho de massa muscular


É comum as pessoas acharem que consumir mais proteínas fará os músculos crescerem e ficarem mais fortes. Uma nova pesquisa mostrou, entretanto, que apenas as primeiras 30 gramas de proteína (cerca de 110 gramas de frango, peixe, laticínio, soja ou carne vermelha magra). Indivíduos que consomem o triplo (3 bifes ou 330 gramas) tem o mesmíssimo ganho de massa magra! Uma estratégia mais inteligente segundo os pesquisadores é ao invés de abusar em uma única refeição, dividir a proteína entre café da manhã, almoço e jantar. Como o metabolismo muscular trabalha durante todo o dia, esta divisão é muito mais eficiente. E lógico, não esqueça da malhação que é na verdade o estímulo mais importante para o aumento de massa magra.

Referência: Symons et al. A Moderate Serving of High-Quality Protein Maximally Stimulates Skeletal Muscle Protein Synthesis in Young and Elderly Subjects. Journal of the American Dietetic Association, 2009; 109 (9)

Retirado do blog: http://andreiatorres.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Quanto maior é o consumo de gordura maior é a fome!


De acordo com pesquisadores da Universidade de Cincinnati o hormônio grelina é ativado pelas gorduras da alimentação e não pelos lipídos fabricados pelo corpo, como pensado anteriormente. A grelina tem a finalidade de otimizar o metabolismo dos nutrientes e promover o estoque de gordura. A enzima estomacal grelina O-acyl transferase (GOAT) seria a responsável pela ativação da grelina e poderá ser o alvo de futuros tratamentos para a obesidade. O estudo foi publicado no dia 5 de junho na Nature Medicine. A grelina é um hormônio que se acumula durante o jejum e é encontrado em altas concentrações antes das refeições. Também é conhecido como o hormônio da fome porque se administrado em doses farmacológicas estimula o consumo de alimentos em modelos animais e humanos. Para que funcione a grelina precisa ser acilada (adicionada a um ácido graxo). O processo ocorre por meio da enzima GOAT. Originalmente pensava-se que os ácidos graxos unidos à grelina pela enzima GOAT eram produzidos pelo corpo no jejum. Os novos dados mostram que na verdade estes ácidos graxos vem da dieta. O sistema grelina estomacal parece ser um sensor de lipídios que avisa o cérebro sobre a disponibilidade de calorias - dando o sinal verde para processos que consomem energia, como o crescimento. No estudo os ratos expostos aos lipídios e que não tinham a enzima GOAT acumulavam menos gorduras do que aqueles que expressavam mais GOAT. Apesar deste estudo não poder ser imediatamente extrapolado para humanos, outro estudo da Universidade da Virgínia mediu separadamente as concentrações de grelina ativa e inativa. O estudo mostrou que durante o jejum os níveis de grelina estavam normais, porém na presença de gordura vinda da alimentação os níveis aumentaram. Na terapia de redução de estômago, por exemplo, o apetite fica diminuído e a perda de peso acontece. Será porque células que produzem GOAT são reiradas prevenindo a ativação da grelina? Mais dúvidas para novos estudos...

Fonte: http://www.healthnews.uc.edu/news/?/8661/
Fonte da imagem: http://www.nature.com/nrendo/journal/v3/n10/images/ncpendmet0625-f1.jpg
Retirado do Blog: http://andreiatorres.blogspot.com/search?updated-max=2009-06-15T11%3A33%3A00-03%3A00&max-results=10

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Atletas Devem Alongar Antes do Exercício?

Karl B. Field, MD; Craig M. Burnwoth, MD; Martha Delaney, MA


PONTOS PRINCIPAIS

-As tradicionais rotinas de alongamento realizadas durante o aquecimento, antes do exercício podem aumentar a flexibilidade por um curto período de tempo, mas há poucas evidências científicas de que essas rotinas consigam melhorar o desempenho, diminuir a dor muscular de início tardio ou evitar lesões.
-O alongamento regular, por exemplo, 3-5 dias/ semana, isolado do ambiente de exercício pode ser efetivo para aumentar a flexibilidade e desempenho de alguns tipos de exercícios, e isso pode diminuir o risco de lesões, mas é preciso realizar mais estudos para se validar este conceito.
-O alongamento passivo por 15-30s é mais eficiente para aumentar a flexibilidade que o alongamento por períodos mais curtos e é tão eficiente quanto o alongamento por períodos mais longos.
-Aumentar a flexibilidade é importante para atividades como balé, ginástica e natação, mas isso pode diminuir a economia de corrida e pode ser inadequado para o os jogadores de futebol americano e para algumas outras atividades esportivas nas quais a estabilidade das articulações é fundamental.
-O alongamento um pouco antes do exercício pode causar déficit de força temporário.
-O risco de lesão aos músculos, tendões e ligamentos parece ser menor em atletas que apresentam melhor preparo aeróbico.
-Há algumas evidências de que os tradicionais procedimentos de aquecimento que não incluem o alongamento podem melhorar o desempenho de alguns tipos de exercícios e diminuir o risco de lesões esportivas.

RESUMO E DISCUSSÃO

Está claro que as rotinas de alongamento realizadas antes do exercício podem aumentar a flexibilidade por até 90 min, mas há poucas evidências científicas para sugerir que tais rotinas consigam melhorar o desempenho nos exercícios, reduzir a dor muscular de início tardio ou evitar lesões. Ainda não há confirmação se o alongamento realizado regularmente fora do contexto de exercícios seja eficaz para melhorar o desempenho de alguns exercícios ou diminuir o risco da lesão.
Apesar de aumentar a amplitude de movimentos das articulações, o alongamento um pouco antes do exercício pode causar deficits temporários de força. Dados epidemiológicos indicam que o risco da lesão aos músculos, tendões e ligamentos está mais ligado à condição aeróbica deficiente do atleta e não à flexibilidade insuficiente.
Como as evidências científicas são fracas para corroborar o benefício do alongamento pré-exercício, por que é que textos de medicina esportiva, especialistas médicos, fisiologistas, treinadores, personal trainers e técnicos continuam a recomendar esta prática? Herbert e Gabriel (2002) estimaram que mesmo na melhor situação possível, o atleta médio precisaria alongar antes da atividade por 23 anos para evitar uma única lesão. Além disso, apesar de a ciência ser a maneira mais objetiva para descobrir a verdade, ela não é a única maneira. Muitos especialistas em saúde e esportes tiveram experiências clínicas e práticas positivas com o alongamento e há milhares de relatos de lesões que aconteceram em raras ocasiões quando atletas que nunca tinham tido lesões deixaram de realizar o alongamento antes do exercício. Há também críticas válidas sobre os dados científicos. Estudos sobre o alongamento avaliaram diferentes tipos, durações e frequências de alongamento em número limitado de atletas e apenas em alguns poucos esportes. Por exemplo, muitos dos dados negativos sobre o alongamento estavam relacionados aos atletas de corridas de longa distância, um esporte no qual a economia de corrida parece melhorar com a redução, e não com o aumento da flexibilidade. Se o alongamento talvez não seja útil para corredores de endurance, a mesma premissa seria aplicada aos atletas que correm com barreira, ginastas ou dançarinos, todos que tradicionalmente se beneficiam com a flexibilidade? Finalmente, como descrito anteriormente, é extremamente difícil, se não impossível, realizar um estudo sem falhas sobre o efeito do alongamento no risco da lesão.
Como parece que o alongamento atinge o objetivo de aumentar a flexibilidade ao redor das articulações, talvez o insucesso aparente do alongamento para evitar lesões ocorra porque ele é não é feito no momento adequado antes do exercício ou o alongamento não é necessário para todos os atletas. Talvez os atletas devam ser avaliados individualmente para melhor entender como utilizar seu tempo de preparo antes do exercício. Atletas inflexíveis podem ser incentivados a incorporar um pouco do alongamento em uma rotina global de aquecimento, enquanto outros indivíduos que já tem uma excelente amplitude de movimento se concentrariam em integrar a força, salto ou outras atividades no aquecimento.
Ingraham (2003) sugeriu que a maior parte dos técnicos, treinadores atléticos e especialistas da medicina esportiva parecem automaticamente presumir que quando um atleta estira um músculo, ele teria que aumentar a flexibilidade para evitar lesões no futuro. Ela especula que seria mais importante que esses atletas melhorem sua condição física. Certamente, a correlação da condição aeróbica deficiente com aumento do risco da lesão parece ser muito maior que aquelas observadas com a falta de flexibilidade (Herbert & Gabriel, 2002).
Maiores estudos clínicos randomizados e controlados, incluindo ambos os sexos, vários esportes e tempo adequado de acompanhamento ajudariam a esclarecer o papel do alongamento. Estudos adicionais deveriam analisar o momento ideal para o alongamento, assim como a padronização da sua qualidade e duração. O alongamento excêntrico, o aquecimento e o condicionamento aeróbico, estavam presentes em estudos sobre os efeitos do alongamento no risco da lesão como fatores que tendem a diminuir esse risco. Apenas quando os estudos apresentarem controle adequado dessas variáveis será esclarecida a contribuição específica do alongamento na prevenção da lesão. Até que dados científicos mais fortes sejam apresentados, aqueles que atuam em medicina esportiva e técnicos deveriam oferecer conselhos cautelosos para os atletas. Uma abordagem prática seria enfatizar a condição física aeróbica e o aquecimento e permitir que o atleta, individualmente, tome a decisão de incluir ou não o alongamento nesse esquema.

Artigo completo: http://www.gssi.com.br/
Gatorade Sports Science Institute

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cuidado com o churrasco!


Um grande estudo americano envolvendo mais de 60.000 participantes mostrou o cozimento das carnes em altas temperaturas com produção de fumaça e queima (durante fritura, ao grelhar ou nos churrascos) está associado à maior risco de câncer de pâncreas. O estudo conduzido pela Dra. Kristin Anderson, da University of Minnesota School of Public Health, em Mineápolis nos EUA, tem como objetivo mostrar ao público maneiras e prevenir este tipo de câncer, que é de alta letalidade. Para a pesquisadora a carne deve ser cozinhada suficientemente afim de matar as bactérias nocivas porém o cozimento em excesso é prejudicial à saúde. Outro dado importante é que a obesidade também aumenta este tipo de câncer.

Fonte: http://andreiatorres.blogspot.com/

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Levantamento de peso e musculação podem ajudar hipertensos, dizem estudos

Músculos mais fortes diminuem esforço do coração para bombear sangue.
Para começar os exercícios, contudo, é bom consultar um médico.

Anahad O’Connor Do ‘New York Times’

Será que levantar peso é ruim para a pressão sanguínea? Sabe-se que exercícios aeróbicos regulares podem melhorar a circulação e reduzir a pressão do sangue. Porém, o que dizer da musculação?

Durante anos, pessoas com hipertensão foram alertadas a não praticar o esporte, pois os médicos temiam que picos de pressão sanguínea, provocados durante o levantamento de peso vigoroso, pudessem causar problemas perigosos e, no longo prazo, aumentar a pressão. No entanto, estudos não oferecem muitas evidências em relação a isso. Nos últimos anos, grandes pesquisas descobriram o contrário: a musculação reduz a pressão sanguínea, pois, com músculos mais fortes, exige-se menos do coração para as atividades do dia-a-dia.

Por exemplo, uma análise, publicada no periódico “Hypertension”, observou 11 exames clínicos comparando 182 adultos praticantes de musculação várias vezes por semana e 138 não praticantes deste tipo de exercício. No geral, o estudo descobriu que a musculação diminuiu a pressão sanguínea sistólica (o maior número num exame de pressão) em até 2%, e a pressão diastólica em cerca de 4% - pequenos benefícios capazes de melhorar enormemente a saúde cardiovascular.

Outro relatório da American Heart Association, publicado na revista científica “Circulation”, revelou que apenas duas ou três sessões de levantamento de peso por semana – com exercícios de flexões e pressões – eram suficientes para diminuir a pressão sanguínea.

A associação afirma que o treinamento de resistência pode também beneficiar pacientes cardíacos, mas recomenda uma consulta inicial com um médico, para orientação.

Portanto, o levantamento de peso pode diminuir a pressão sanguínea.

Fonte: http://tribunapopular.wordpress.com/2009/04/22/levantamento-de-peso-e-musculacao-podem-ajudar-hipertensos-dizem-estudos/

quarta-feira, 22 de abril de 2009

TREINAMENTO DE FORÇA PARA HIPERTENSOS

Aline Silva de Mello
Hércules Passos Ximenes


RESUMO
O objetivo desta revisão bibliográfica é confirmar que o exercício físico provoca alterações fisiológicas nos sistemas corporais, inclusive no sistema cardiovascular. Os níveis tensionais sobem durante o exercício, porém, sabe-se que o mesmo realizado de forma sistemática contribui para a redução da pressão arterial, tanto de forma crônica quanto de forma aguda, promovendo saúde ao ser humano. Além disso, pretende-se mostrar também os benefícios do treinamento de força para hipertensos baseado em informações do I Consenso Nacional de Reabilitação Cardiovascular e estudos da pressão arterial, freqüência cardíaca e duplo produto em exercícios de repetições máximas e exercícios aeróbios onde ficou constatado menor stress miocárdico com exercícios de força. Outro estudo com idosos mostrou o aumento do VO2 máx dos mesmos com o treinamento de força, além disso, ficou comprovado também que hipertensos controlados reduziam a pressão arterial de forma aguda com exercícios em cicloergômetro a 75% da FC máx. Esses estudos são comparados aos de outros pesquisadores para um maior suporte das afirmações contidas nesta revisão.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Saúde Infantil - Sedentarismo pode provocar asma


Sedentarismo pode elevar risco de asma em crianças diz estudo.

O estudo acompanhou crianças do nascimento aos 11 anos

Crianças pequenas que passam mais de duas horas por dia assistindo à televisão correm duas vezes mais risco de desenvolver asma, de acordo com um estudo britânico publicado na revista de medicina respiratória Thorax.

Os cientistas dizem, contudo, que o problema se deve menos à TV em si e mais ao estilo de vida sedentário ligado ao hábito de assisti-la.

Os pesquisadores acompanharam mais de 3 mil crianças britânicas desde o nascimento até os 11 anos e meio. Todos os anos, os pais respondiam a um questionário sobre sintomas de problemas respiratórios em seus filhos e se um médico diagnosticou asma.

Os pais também foram requisitados a acompanhar os hábitos de assistir à televisão dos filhos a partir dos três anos e meio de idade.
Nenhuma criança pequena ou bebê apresentava problemas respiratórios.

Aos 11 anos e meio, 185 crianças (6%) tinham desenvolvido asma.


Horas diante da TV

E crianças que assistiram à TV durante mais de duas horas por dia apresentaram quase o dobro de possibilidade de ter sido diagnosticadas com asma do que as que assistiam menos à televisão.

Entre as crianças com asma, 2% não assistiam à TV, 20% assistiam por menos de uma hora por dia, 34% praticavam o hábito entre uma e duas horas e 44% assistiam à televisão durante mais de duas horas por dia.

=>>> Pais, atenção para conclusão que segue:

Pesquisadores ressaltaram que, como nenhuma criança apresentava problemas respiratórios aos três anos e meio, é pouco provável que as crianças que desenvolveram asma tenham sido forçadas a fazer menos exercícios desde tenra idade justamente por causa dos sintomas da doença.

Eles especulam que a inatividade é uma explicação para os resultados obtidos, partindo-se da premissa de que as crianças que assistem mais TV têm vidas menos ativas - os cientistas não monitoraram diretamente os níveis de exercício das crianças durante o estudo.

No final do estudo, quando as crianças tinham 11 anos e meio de idade, constatou-se pouca diferença nos níveis de exercício físico entre os que desenvolveram asma e os que não desenvolveram.

O co-autor do estudo, James Paton, da Universidade de Glasgow, disse:
"Nós achamos que o problema é inatividade, não assistir à TV."

"Pode haver um período cedo na vida quando as atividades fazem alguma coisa para proteger os pulmões."

"Pode ser que ao não ficar sentado parado você acabe respirando profundamente e isso pode ser importante no longo prazo."


Há indícios de que padrões respiratórios podem ser importantes para os músculos das vias respiratórias.

Criança saudável, é criança em movimento!


Fonte: BBC Brasil