Páginas

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Condromalácia patelar

Por Cesar Candido dos Santos

Apesar de indesejáveis, as lesões são algo normal na vida dos atletas, e os joelhos costumam ser uma das partes do corpo que mais sofrem com a prática do esporte. Um dos problemas mais comuns nesta região é a condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral ou “joelho de corredor”), que é um amolecimento da cartilagem articular.

“A palavra condromalácia significa amolecimento da cartilagem, porém, a condromalácia patelar não é apenas isso, mas também toda alteração que existe na cartilagem articular”, explica o Dr. Moisés Cohen, Professor Livre-Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

“Este amolecimento na cartilagem provoca síndromes de dor na parte anterior do joelho, e é uma lesão que costuma acometer mais as mulheres, pois elas possuem a bacia mais larga e há uma sobrecarga na articulação”, completa o Dr. José Marques Neto, ortopedista da Clínica Paulista de Esportes e da Clínica do Dr. Osmar de Oliveira.

As causas
A condromalácia patelar pode ser causada por traumas diretos, como um choque, ou por desvios esqueléticos que provocam o desgaste na cartilagem. “Peso excessivo, falta de fortalecimento muscular, músculos pouco alongados e repetições de exercícios com cargas altas também podem acarretar no problema”, alerta Marques.

O ortopedista Rodrigo Zuccon, do Centro Ortopédico Vergueiro, explica que os principais sintomas desta lesão são: “crepitação no joelho ou sensação de "areia" dentro da articulação, que pode estar presente já nos estágios iniciais, e sempre presente nos estágios mais avançados; dor na parte anterior do joelho, próximo ou ao redor da patela, com piora aos esforços, principalmente ao subir e descer escadas ou quando o joelho fica flexionado por tempo prolongado; e edema ou inchaço na articulação, que é menos comum, mas pode estar presente nos estágios mais avançados”, afirma o médico.

As soluções
Para tratar a condromalácia patelar, Cohen explica que primeiro é preciso corrigir as causas da lesão. “Se o problema foi provocado por mau alinhamento, primeiro temos que tratar isso, para depois cuidar da lesão focalizada”, diz o ortopedista. “Em alguns casos, é necessário fazer cirurgia. Hoje em dia, existem diferentes e modernos procedimentos cirúrgicos para o tratamento”, completa.

Para os casos que não são tão graves a ponto de precisar de cirurgia, são indicados alguns exercícios e orientações, para evitar que o problema aumente. “A pessoa precisa fazer exercícios de fortalecimento e alongamento muscular e treinamentos funcionais, para melhorar o equilíbrio e os movimentos”, afirma José Marques Neto. “Quem tem a lesão deve evitar fazer exercícios com movimentos repetitivos, ficar sentando e levantando o tempo todo ou agachar”, completa Moisés Cohen.

“A primeira orientação para quem apresenta sintomas sugestivos de condromalácia é interromper a atividade que esteja causando dor. Para aqueles que praticam atividade física, como a corrida, é interessante um programa de treinamento paralelo de fortalecimento muscular compensatório, para evitar que a atividade origine qualquer tipo de desequilíbrio e inicie ou mesmo agrave qualquer patologia (doença) articular, em especial nos joelhos. Cada caso tem que ser analisado individualmente, pois existem muitas variáveis como biotipo, tipo de treino, tipo de pisada etc. Portanto, não existe uma fórmula única de exercícios que se `encaixe´ ou `sirva´ para todos", explica Zuccon.

Fonte: http://o2porminuto.uol.com.br/
Imagem 1: http://lpig.doereport.com/
Imagem 2: www.fiqueinforma.com

Fasciíte plantar


Por Fausto Fagioli Fonseca

Muito comum entre os corredores, a Fasciíte plantar se trata de uma inflamação na fáscia plantar, membrana que é uma das responsáveis pela manutenção do arco do pé. Essa inflamação gerada por microtraumatismos de repetição sobre esta estrutura pode ocorrer por diversos motivos, como fala Jorge Mazusaki, ortopedista especialista em pé e tornozelo.

“Mais de uma causa pode levar ao desenvolvimento desta doença. Pessoas que apresentem deformidade nos pés, como pé plano ou chato, estão propensas a desenvolver esta lesão, assim como indivíduos com sobrepeso. Entre os corredores, os motivos principais são o uso de calçados inapropriados, desvio do eixo corporal e também o excesso de esforço”.

Para identificar a lesão é importante ficar atento aos sintomas e procurar um médico especializado, para que o diagnóstico correto seja dado. “O primeiro sinal é sempre uma dor local, na sola do pé, e as primeiras pisadas do dia são as que mais incomodam”, diz Moisés Cohen, professor Livre-Docente do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

“A queixa mais freqüente é que a primeira pisada do dia é sempre muito dolorosa. A dor piora novamente à noite e após a corrida. Caso não seja tratada nessa fase, evolui com dores mais constantes que incapacitam a corrida. Em alguns casos, forma-se até o esporão de calcâneo, uma calcificação dolorosa na base do osso calcâneo”, completa Glauber Alvarenga, fisioterapeuta do Vita.

Tratamento
Caso seja diagnosticada a Fasciíte Plantar o tratamento deve ser iniciado de forma rápida, para que o atleta não tenha que interromper as atividades por um período muito longo. O tratamento da doença dura em média de três a seis semanas, e inclui alguns procedimentos, como fala Alvarenga.

“A dor deve ser combatida com o uso de gelo, fisioterapia ou, até mesmo, medicamentos. Porém, é importante um trabalho de alongamento e relaxamento da fáscia para o tratamento dessa lesão e prevenção de futuras recidivas”, diz o fisioterapeuta.

“O uso de analgésicos e antiinflamatórios é importante no tratamento. Em casos mais graves pode se fazer necessária uma cirurgia que corrija o causador do problema. Além disso, o tratamento de terapia de ondas de choque (TOC) tem se mostrado bastante eficiente em alguns casos”.

Prevenção
Um ditado sábio diz que é melhor prevenir do que remediar. Quando o assunto é Fasciíte plantar a máxima também é válida. E uma boa forma de não correr o risco de desenvolver o mal é através dos alongamentos.

“Os alongamentos são muito importantes para a prevenção da Fasciíte. Além disso, é necessário que o corredor conheça seus limites e evolua de forma progressiva no esporte, usando sempre os calçados adequados. A utilização de palmilhas especiais pode se fazer necessária em alguns casos, por isso, a consulta a um especialista antes de correr é importante”, conclui Cohen.

Fonte: http://o2porminuto.uol.com.br/

Treino intervalado: mexa-se na hora do descanso



Por Renato Dutra

Corredores que fazem treino intervalado precisam ficar atentos a uma armadilha: ficar parado durante o intervalo de esforço, esperando se recuperar para o próximo estímulo.

O treino intervalado caracteriza-se por uma alternância de períodos de esforço empregando uma intensidade mais alta e outra mais baixa. Exemplo: três minutos em ritmo forte (90% a 100% freqüência cardíaca máxima), seguidos por dois minutos trotando leve (60% a 70% da freqüência cardíaca máxima). É uma estratégia de treinamento muito utilizada por corredores mais condicionados, pois permite realizar uma quantidade maior de estímulo em alta intensidade.

Em vez de correr apenas 7 ou 8 minutos em alta intensidade de forma contínua, o treino intervalado possibilita que o atleta duplique ou triplique este tempo, o que aumenta a força do estímulo para melhorar o condicionamento.

Mas ocorre que muita gente simplesmente para de se movimentar no intervalo de recuperação entre os períodos de alta intensidade. Isso não é bom. Manter um ritmo bem leve entre os intervalos mais intensos favorece a recuperação para o próximo período em alta intensidade. Além disso, os músculos em movimento são fundamentais para que o sangue se mantenha em circulação, fazendo-o retornar até o coração. Ficar parado atrapalha este processo, acarretando stress cardiovascular.

A orientação é: diminua o ritmo, mas não pare. Ande, se necessário, mas mantenha-se em movimento durante todo o intervalo de recuperação. Da mesma forma que o corpo leva um tempo para elevar a freqüência cardíaca e outras funções fisiológicas para ajustar-se ao aumento da intensidade, o inverso também é verdadeiro.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/saude-chegada/

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Atividade física neutraliza gene da obesidade

A obesidade é uma desordem de origem multifatorial com componentes genéticos e ambientais fortemente envolvidos. O gene FTO rs9939609 está associado ao ganho de peso, gordura corporal, maior IMC e circunferência da cintura. Cada cópia a mais do mesmo neste gene pode elevar o peso em até 1,5kg.
Afim de averiguar o impacto da atividade física em indivíduos que possuíam o mesmo, foi realizada uma pesquisa com 752 adolescentes. Entre os mesmos 37% não possuíam o gene, 47% possuíam uma cópia do mesmo e 16% possuíam duas cópias.
O interessante no estudo foi que os adolescentes que faziam pelo menos 1 hora de atividade física diária conseguiam manter o peso ou ganhavam quantidades muito pequenas, como se não tivessem nenhuma mutação genética, o que demonstra que o ambiente é fundamental para a saúde, mesmo quando a genética não favorece. Ou seja, nada de botar a culpa na herança genética. Está na hora de malhar!

Jonatan R. Ruiz; Idoia Labayen; Francisco B. Ortega; Vanessa Legry; Luis A. Moreno; Jean Dallongeville; David Martinez-Gomez; Szilvia Bokor; Yannis Manios; Donatella Ciarapica; Frederic Gottrand; Stefaan De Henauw; Denes Molnar; Michael Sjostrom; Aline Meirhaeghe; for the HELENA Study Group. Attenuation of the Effect of the FTO rs9939609 Polymorphism on Total and Central Body Fat by Physical Activity in Adolescents: The HELENA Study. Arch Pediatr Adolesc Med, 2010; 164 (4): 328-333.

Fonte: http://www.apka.org/wordpress/wp-content/uploads/2009/11/Atletas_mirins_na_disputa_LuizDoro.jpg">http://www.apka.org/wordpress/wp-content/uploads/2009/11/Atletas_mirins_na_disputa_LuizDoro.jpg

Retirado do Blog: http://andreiatorres.blogspot.com/

sábado, 3 de abril de 2010

Alto consumo de fosfato aumenta o risco de câncer


De acordo com novo estudo publicado no Cancer Prevention Research, uma dieta rica em fosfatos aumenta o risco de câncer de pele em 50%. O fosfato é um nutriente essencial à saúde óssea e à produção de energia porém o excesso pode ocasionar a divisão inadequada de células. O consumo de fosfato aumentou muito nos últimos 30 anos em decorrência de aditivos químicos utilizados tanto na forma de agrotóxicos como pela indústria. Os fosfatos são encontrados em carnes processadas (presunto, salsicha, linguiça, mortadela, presunto), refrigerantes e bolos e biscoitos, afim de aumentar a durabilidade dos produtos. Outra pesquisa, realizada em 2009 na China, mostrou que o risco de câncer de pulmão também aumenta com o maior consumo de fosfato.


Fonte: http://andreiatorres.blogspot.com/2010/03/alto-consumo-de-fosfato-aumenta-o-risco.html

sexta-feira, 19 de março de 2010

SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS: CONHEÇA MELHOR ALGUNS DELES

Com certeza, você já tomou ou conhece alguém que toma algum tipo de suplemento nutricional. Mas, o que será que estes produtos têm de tão importante? Como será que eles agem em nosso organismo? E, afinal, qualquer pessoa pode tomar estes suplementos?

“Por definição, suplementos alimentares são vitaminas e minerais isolados ou combinados que não ultrapassem 100% do valor diário recomendado. Caso isso aconteça, eles passam a ser considerados medicamentos”, explica a nutricionista Lílian Assis, responsável pelo Plano de Emagrecimento Suadieta.

Sua função é complementar a ingestão diária de um determinado nutriente. De acordo com o Ministério da Saúde, suplementos são alimentos para praticantes de atividade física, e só. Vale lembrar que estes produtos devem ser consumidos com um acompanhamento médico e/ou nutricional, pois o uso indiscriminado pode trazer danos irreversíveis para alguns órgãos vitais.

Conheça alguns suplementos existentes no mercado e liberados para consumo:

Repositores hidroelétrolíticos: Com concentrações variadas de sódio e cloreto, mais carboidratos.
- Objetivo: Repor água e sais minerais perdidos durante a atividade física.
- Como são encontrados: Em pó ou prontos para beber.

Repositores energéticos: Devem conter, no mínimo, 90% de carboidratos.
- Objetivo: Manter níveis de energia retardando a fadiga.
- Como são encontrados: Em pó, líquido, barra ou gel.

Alimentos protéicos: Mínimo de 50% de proteínas hidrolisadas (mais fáceis de absorver) e com alto valor biológico.
- Objetivo: Aumentar a ingestão de proteína para suprir as necessidades dos atletas sem adicionar mais gorduras e colesterol à dieta.
- Como são encontrados: Em pó.

Alimentos compensadores: Devem conter carboidratos, proteínas e gorduras em proporções variadas.
- Objetivo: Suprir adicional de calorias e nutrientes.
- Como são encontrados: Em pó.

Aminoácidos de cadeia ramificada: Popularmente conhecidos como BCAAs.

- Objetivo: Aumentar ganho de massa muscular e reduzir a queima da mesma.
- Como são encontrados: Cápsulas.

Creatina: Proteína encontrada também em produtos de origem animal (carne, peixe, frango...)
- Objetivo: Muito popular nas academias, aumenta a força e a velocidade.
- Como é encontrada: Em pó.

Glutamina: Proteína mais presente no nosso organismo.
- Objetivo: Reduzir fadiga e aumentar a imunidade.
- Como é encontrada: Em pó.

Cafeína: Um dos mais antigos estimulantes físicos e mentais.
- Objetivo: Estimular o sistema nervoso central a aumentar a queima de gordura, circulação e batimentos cardíacos.
- Como é encontrado: Extrato, bebidas prontas (café, mate, chás...) e cápsulas.

Mais informações no post http://marcelopirespersonal.blogspot.com/2009/05/o-guia-completo-dos-suplementos.html

Fonte: http://suadieta.uol.com.br/

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Proteína e ganho de massa muscular


É comum as pessoas acharem que consumir mais proteínas fará os músculos crescerem e ficarem mais fortes. Uma nova pesquisa mostrou, entretanto, que apenas as primeiras 30 gramas de proteína (cerca de 110 gramas de frango, peixe, laticínio, soja ou carne vermelha magra). Indivíduos que consomem o triplo (3 bifes ou 330 gramas) tem o mesmíssimo ganho de massa magra! Uma estratégia mais inteligente segundo os pesquisadores é ao invés de abusar em uma única refeição, dividir a proteína entre café da manhã, almoço e jantar. Como o metabolismo muscular trabalha durante todo o dia, esta divisão é muito mais eficiente. E lógico, não esqueça da malhação que é na verdade o estímulo mais importante para o aumento de massa magra.

Referência: Symons et al. A Moderate Serving of High-Quality Protein Maximally Stimulates Skeletal Muscle Protein Synthesis in Young and Elderly Subjects. Journal of the American Dietetic Association, 2009; 109 (9)

Retirado do blog: http://andreiatorres.blogspot.com/

Dieta = Estresse?


Pesquisas recentes mostram que entrar e sair de dietas geram compulsão alimentar, ansiedade e até sintomas de abstinência. A troca de alimentos muito saborosos (ricos em gordura, sal, açúcar) por outros com sabor menos pronunciado porém mais saudáveis pode causar um ciclo de consumo excessivo alternados com um consumo baixo na tentativa de manter ou perder o peso ganho. O problema não é apenas este, a retirada de alimentos causa reações no cérebro similares à abstinência de drogas, com dores de cabeça estresse e um comportamento alimentar inadequado. Para os pesquisadores quanto mais este comportamento se repete pior. Por isto eles não recomendam os dias livres, por exemplo nos finais de semana, quando a dieta abandonada e entram a pizza, os doces, bebida alcoólica...
Na pesquisa, os pesquisadores dividiram os camundongos em dois grupos. O primeiro recebia a mesma ração todos os dias. O segundo grupo recebia 5 dias de ração e cinco dias de outra ração (mais doce). A quantidade de comida não foi regulada em nenhum grupo, ou seja, os camundongos podiam comer o quanto quisessem. Os dois grupos de camundongos apresentaram comportamentos alimentares diferentes. Quando a ração era sempre a mesma os animais comeram menos e evitavam situações estressantes. Quando a dieta era alternada, os animais consumiam maiores quantidades durante os períodos com maiores quantidades de açúcar e produziam menos o fator liberador de corticotropina, um peptídio relacionado à medo, ansiedade e estresse. Apesar de muitas perguntas permanecerem sem respostas, o estudo ajuda a explicar o porque das dietas io-io não funcionam e não contribuem para a perda de peso. O cérebro estressado sempre procurará alimentos que promovam maior conforto. Por isto, fazer dieta não é a solução. O que precisamos é adotar um hábito saudável por toda a vida.

Para saber mais:
Zorrilla et al. CRF system recruitment mediates dark side of compulsive eating. Proceedings of the National Academy of Sciences, November 9, 2009.

Imagem: http://downto150.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PROJETO DE LEI PROÍBE AS ACADEMIAS DE GINÁSTICA DE COBRAR COMISSÃO NA AULA PARTICULAR MINISTRADA PELO "PERSONAL TRAINER"

PROJETO DE LEI Nº 1834/2008

EMENTA:
PROÍBE AS ACADEMIAS DE GINÁSTICA, "SPORT CENTER", "FITNESS", CLUBE ESPORTIVO OU SIMILARES NO ÂMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DE COBRAR COMISSÃO NA AULA PARTICULAR MINISTRADA PELO "PERSONAL TRAINER"

Autor(es): Deputado MARCO FIGUEIREDOA

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

RESOLVE:
Art. 1º - As academias de ginástica, "fitness", "sport centers", clubes esportivos e outros estabelecimentos congêneres ficam proibidos de cobrar comissão dos profissinais de educação física, sobre o serviço prestado de "personal trainer" fora da sua escala de trabalho, mesmo que o serviço seja prestado dentro das dependências da academia.

Art 2º - As academias de ginástica poderão ofertar o serviço de personal trainer, desde que o serviço tenha sido contratado diretamente em sua secretaria, e não exista o caráter personalíssimo da prestação do serviço, podendo ser qualquer funcionário habilitado a prestar o serviço.

Parágrafo ùnico - Na hipótese da contratação do serviço na secretaria da academia, a mesma, deverá fazer constar no contra-cheque do profissional que executou o serviço a remuneração condizente.

Art. 3º - A não observância do disposto no artigo anterior, sujeitará o responsável pelo estabelecimento esportivo às seguintes penalidades:I - multa diária de 1000 (mil) UFIR’s/RJ;II - no caso de reincidência: suspensão temporária das atividades do infrator pelo prazo máximo de 30 dias, III - descumprimento após a terceira constatação: cassação do alvará de funcionamento.

Art. 4º - A fiscalização desta lei será regulamentada pelo Poder Executivo por ato próprio.

Art. 5º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 11 de setembro de 2008
DeputadoMarco Figueiredo

JUSTIFICATIVA

O presente projeto visa corrigir uma postura adotada por 99,9% das academias de ginástica em nosso Estado, que é a de cobrar uma comissão do profissional de Educação Física por hora-aula ministrada individualmente ao aluno, mais comumente chamada de "personal training".
No meu entendimento esta prática é considerada abusiva pois o aluno que contrata o serviço do profissional, é obrigado a pagar a mensalidade da academia e paga diretamente ao personal trainer o serviço prestado, remunerando ambas as partes de maneira proporcional e justa. A desigualdade ocorre quando a academia obrigatoriamente fica com uma parte ou comissão do valor pago diretamente ao professor pelo aluno, o que na minha opinião é errado pois o profissional de educação física não se utiliza dos aparelhos e dos serviços da academia, durante a aula de personal-trainer, ficando somente a disposição do aluno que o contratou, ademais as aulas sempre são ministradas fora da escala de horário de trabalho da academia, e a contratação do serviço muitas vezes é feita diretamente com o profissional, sem passar pela secretaria da academia.
O presente projeto não proíbe as academias de oferecerem o serviço de personal, somente orienta que quando o serviço é solicitado pela secretaria da academia, esta sim tem direito a reter uma comissão pelo serviço e deverá repassar em contra-cheque ao profissional que efetivamente ministrou a aula, e quando o serviço é solicitado diretamente com o profissional, o mesmo não estará obrigado a comissionar a academia, pois a mesma não faz parte desta relação contratual, se exonerando de qualquer responsabilidade sobre o serviço praticado e também se furtando ao direito de receber algo a mais por isso.

Por enquanto esta lei só vale para o Rio de Janeiro, mas podemos lutar para valer em todo o Brasil. Abraço

Mais:
http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/scpro0711.nsf/180e45d60e04ade383256cee005890e9/3cb9de1d865c9d39832574a5006d4913?OpenDocument&Start=1&Count=200&Collapse=1.1

sábado, 19 de setembro de 2009

Mais carga ou mais repetição? Veja o melhor para o corredor

POR LUIZ CARLOS DE MORAES (lcmoraes@compuland.com.br)

Por várias vezes defendi e vou defender sempre a musculação para corredores. Há quem proponha que ela seja feita apenas no chamado “período de base”, enquanto outros a indicam de forma diferenciada em cada período, posicionamento do qual sou partidário. De sã consciência, alguém acha mesmo que um ganho de força física adquirido num determinado momento possa durar o resto do ano, suportando todo tipo de esforço a que o atleta submete o seu corpo? Mesmo quem não é atleta, mas corre o ano todo, precisa manter um mínimo de força para treinar.

Há ainda os que questionam que os melhores corredores do mundo - os quenianos, não são adeptos ao treinamento de força. Ledo engano. Quando falamos em treinamento de força, para alguns vem logo a idéia da musculação pura e simplesmente pesada utilizada pelos fisiculturistas, mas existem várias formas de desenvolver essa qualidade física, adequando-a à cada modalidade esportiva e especialidade, até porque existem também várias formas de manifestação da força. São elas: Força Pura, Dinâmica, Explosiva, Resistência Muscular Localizada e Endurance (resistência).

No caso dos corredores fundistas, a Dinâmica, a Explosiva, a Resistência Muscular Localizada e a Endurance são as mais populares e as formas de desenvolvê-las mais usadas pelos treinadores são o treinamento de circuito combinado com atividade aeróbia, o trabalho em rampa e os exercícios de musculação, com ênfase nos membros inferiores.

TREINAMENTO COMBINADO. O circuito, que é um conjunto de exercícios de musculação executado praticamente sem intervalo, combinado com atividade aeróbia, tem grande aceitação, mas precisa ser bem planejada a questão da intensidade e duração de cada parte do treinamento, para que uma não interfira negativamente na outra. Ou seja, no caso de uma intensidade mais alta ou duração maior da parte aeróbia, a solicitação motora pode ser contraditória ao desenvolvimento da força, ocorrendo o que se conhece em fisiologia por catabolismo.

Existem trabalhos comparando atividade aeróbia de 20 com 40 minutos, junto com a musculação, com melhores resultados no primeiro caso. Veja as conclusões de estudos de treinamento combinado:

1) A força muscular pode ser comprometida, pela execução de treinamento de endurance de alta intensidade. Ou seja, correr forte e depois fazer musculação compromete a segunda.

2) A potência muscular pode ser prejudicada pela execução simultânea de treinamento de força e de endurance. Concluindo: não é para fazer treino longo e musculação ao mesmo tempo. No máximo uma corrida leve ou moderada.

3) O consumo máximo de oxigênio não é comprometido pela ação simultânea de treinamento de força e resistência. Alguns estudos comparativos mostram uma ligeira vantagem para quem faz treinamento combinado.

4) A endurance não é afetada negativamente pelo treinamento simultâneo.

Isoladamente esses dois tipos de treinamentos podem ser benéficos e complementares, haja vista o perfil dos triatletas da atualidade, muito mais fortes e mais rápidos com treinamento fortes de musculação e de corrida. O mesmo podemos dizer dos ultramaratonistas e de quem participa da Comrades. É difícil imaginar alguém correr uma prova dessas sem fazer musculação ou qualquer outro tipo de desenvolvimento da força.

Outro fato a ser levado em conta, quando se vai começar, é definir a prioridade. Se o corredor precisa mais da musculação, a seção deve começar por ela, podendo inclusive o aquecimento ser feito com exercícios envolvendo várias articulações e grandes grupos musculares, com cargas leves. Caso o objetivo seja emagrecimento ou melhorar a resistência na corrida, esta pode vir primeiro porque, mesmo que por algum motivo o corredor fique cansado na musculação, o principal já foi feito.

Corredores que apenas correm tem a musculatura das pernas bastante resistentes, são excessivamente magros, apresentam bom sistema cardiovascular, colesterol bom (HDL) mais alto e ruim (LDL) baixo, boa proteção contra as doenças do coração, boa ossatura, mas costumam ter desequilíbrio muscular entre lado direito e esquerdo, desproporção entre tronco, braços e pernas além de se lesionarem mais.

Claro, quem corre não deseja um corpo de fisiculturista. Por isso o programa deve ser direcionado a aumentar as diversas manifestações da força, da potência e da flexibilidade, completado com as aulas de alongamento. É bom que se diga: o corredor precisa da flexibilidade, mas é para desenvolver em treinamento; no dia da prova o alongamento é perfeitamente dispensável.

Embora a força resistente seja a maior exigência de um fundista, em vários momentos dos percursos de rua precisa-se da potência, da força explosiva de média ou curta duração. Nas subidas, nas descidas ou mesmo na decisão estratégica de ultrapassar alguém num determinado momento, essas valências físicas serão decisivas. Por esses motivos, a musculação ou a ginástica localizada para o corredor não deve se prender sempre a muitas repetições com pouca carga ou apenas um tipo de treinamento. A prescrição ideal deve estar incluída numa periodização, começando por um programa global envolvendo os grandes grupos musculares, seguido dos menores.

PARA CADA CASO, UMA RECOMENDAÇÃO. A maioria dos livros sugere uma tabela de percentual de carga x repetição a partir da Força Máxima para desenvolver as diversas manifestações da força. Esse valor de Força Máxima é conseguido num teste chamado de 1 RM, que é pouco utilizado pela sua complexidade logística. Por isso sou partidário que esse percentual seja definido por erro e acerto, a partir do número de repetições e séries previstas. O corredor deve chegar à última repetição da última série sem condições de executar mais duas ou três repetições. Se estiver fácil de fazer, aumenta-se a carga e em duas ou três seções de treinamento a carga já estará adequada e sem riscos (veja a tabela).

Sendo assim, cada fase do treinamento, cada segmento corporal e faixa etária podem exigir séries e cargas diferentes na musculação.

Por exemplo: no período de base ou quando o corredor por algum motivo parou de treinar (por contusão ou problemas particulares) a carga deve ser mais alta (mais peso e menos repetição) para recuperar a Força Dinâmica. (1).

Quando o atleta está visando uma prova curta, vai precisar de Força Explosiva (2). Aí ele vai incluir de 4 a 6 séries e repetições de 6 a 10 com 30 a 60 % da Força Máxima, executando as séries de modo mais rápido. Nas corridas de 10 km a Resistência Muscular Localizada (4) passa a ser mais importante e a Endurance (5) para as maratonas.

Entretanto, vale sempre lembrar que treinamento físico não é uma receita de bolo. Embora a Endurance seja prioritária para o maratonista eu particularmente acredito num treinamento misto. Quem treina musculação duas vezes por semana pode perfeitamente num dia pegar mais pesado com poucas repetições e no outro, muitas repetições com pouca carga. Tudo depende do que cada corredor precisa no momento.

Também pode haver o caso de nas pernas o corredor necessitar de muitas repetições e pouca carga e nos braços mais peso e pouca repetição e faz sentido. Os membros superiores são os que mais perdem força porque no dia-a-dia nem sempre são usados e costumam ser ignorados no treinamento. Os membros inferiores mal ou bem estão sempre em atividade porque temos que andar, subir escadas, sentar e levantar da cadeira várias vezes ao dia e a massa muscular é maior. De qualquer forma é um erro também achar que o corredor só precisa fazer musculação para as pernas. Os músculos do tronco e quadril são importantes na transmissão de força para as pernas, daí a necessidade do corredor fazer também abdominal, coisa que geralmente detestam.

DEPOIS DOS 50 ANOS, O MAIOR BENEFÍCIO. Por duas fortes razões os corredores mais velhos são os mais beneficiados pelo hábito da musculação. Ao longo do tempo existe uma perda natural de massa muscular, conhecida como sarcopenia, palavra de origem grega que significa "perda de carne" (sarx = carne e penia = perda). Na corrida de longa distância, por si só, ocorre um processo conhecido por catabolismo, ocasionando também a perda de massa magra. Essa, em tese, pode ser uma das razões para os corredores serem "secos", o que não acontece com o atleta de força.

A musculação comprovadamente promove o processo inverso, chamado de anabolismo, porque estimula a produção de hormônios, principalmente a testosterona. Já existe consenso na comunidade médica científica dos benefícios da musculação para a terceira idade.

Resumindo podemos destacar alguns aspectos consensuais da musculação para corredores:

1) As séries, a carga e a repetição devem ser escolhidas de acordo com a necessidade do momento. Nem muito peso com pouquíssimas repetições, nem pouco peso e repetição exagerada. Muito peso pode lesionar e repetição exagerada pode ser monótono, além da possibilidade de não surtir o efeito desejado.

2) Os exercícios devem priorizar os membros inferiores, sem desprezar os superiores. Se num dia não dá para fazer tudo, priorize só para as pernas.

3) A musculação pode ser feita no mesmo dia da corrida, desde que as duas seções não sejam de alta intensidade.

4) A forma de treinar força deve variar com musculação, subidas de rampa, cross e circuito.

5) A força deve ser treinada o ano todo.

6) Os exercícios de musculação mais indicados ao corredor são: abdominal, agachamento, flexão e extensão de joelho, adução, abdução e flexão do quadril, flexão plantar, extensão de tronco, flexão e extensão de cotovelo, crucifixo ou supino, puxada pela frente, elevação de ombro e as remadas.

Fonte: http://www.revistacontrarelogio.com.br